Cecília Lorezon, secretária da Sesau - Foto: Divulgação/Sesau
O Instituto Elisedape, com sede em Três Rios, no Rio de Janeiro, está questionando a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) quanto a contratação, em caráter emergencial, da Mais Vida Soluções em Saúde Eireli com sede em Brasília, Distrito Federal.
O valor do contrato é de R$ 2.145.723,18. A empresa deve fornecer serviços de gestão de documentos e fluxos administrativos relacionados ao faturamento junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, faz a consolidação de todos os atendimentos realizados na rede estadual de saúde.
No documento enviado ao governador Antônio Denarium (PP), à secretária da Pasta Cecília Lorezon e ao Tribunal de Contas (TCE-RR), o Instituto Elisedape afirmou que a empresa ganhadora apresentou um atestado de capacidade técnica expedido pelo Ministério da Defesa , Exército Brasileiro, Hospital Militar da Área de Brasília.
No entanto, diz ainda que o diretor técnico da própria empresa assinou a comprovação técnica, ao invés do diretor geral da unidade.
De acordo com a contestação do Instituto Elisedape, além do caráter imoral, acredita-se que o documento possa ser falso.
Por esse motivo, realizaram um pedido de uma diligência técnica junto ao Ministério da Defesa e demais órgãos para investigar supostas irregularidades.
Do mesmo modo, a Sesau já notificou a empresa, que apresentou recurso, já aceito pelo Estado. Por outro lado, segundo a Elisedape, não existe nada documentado oficialmente.
Agora, sem outra alternativa, os representantes legais da Elisedape irão protocolar a denúncia no Ministério Público Federal (MPF) e na Polícia Federal (PF) para que investiguem irregularidades junto à Sesau.
Essa não é a primeira vez que Cecília Lorezon
é acusada de beneficiar uma empresa ou fazer manobras dentro da Sesau.
Em sua primeira passagem pela Pasta, ela se envolveu em diversas confusões, inclusive com grevistas. Cecília também recebeu acusações de ganhar salários por dois cargos comissionados. O da Sesau e outro como presidente do Conselho da Companha Energética de Roraima (CERR).
Fonte: Da Redação
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