CPI quer ouvir Joenia Wapichana sobre omissões na Saúde Indígena

Deputada enviou documentos à CPI da Covid sobre as omissões do Governo Federal na Saúde Indígena

CPI quer ouvir Joenia Wapichana sobre omissões na Saúde Indígena
Deputada enviou documento à CPI sobre omissões do Governo Federal – Foto: Divulgação/Joenia Wapichana

A CPI da Covid quer ouvir a deputada federal Joenia Wapichana (Rede). O tema seriam os danos causados aos povos indígenas durante a pandemia da Covid-19.

O senador e relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), pediu o depoimento ontem (18).

De acordo com ele, a deputada enviou documentos à comissão sobre as omissões do Governo Federal na Saúde Indígena. Joenia é coordenadora da Frente Parlamentar Indígena.

[O Governo Federal] teria violado o dever de promover a saúde, resultando em contágio e mortes evitáveis. Múltiplas vozes na sociedade brasileira e já no exterior acusam a ocorrência de genocídio – acusação de tal gravidade que não pode ser sumariamente ignorada, nem casualmente acolhida”, diz Renan.

Os senadores ainda vão votar o pedido. A reportagem perguntou de Joenia sobre o convite, entretanto, ela ainda não manifestou.

CPI mira Saúde Indígena

Esta não é a primeira vez que a CPI da Covid mira a Saúde Indígena em Roraima.

O jornal mostrou que o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) quer um relatório do Ministério Público Federal (MPF) sobre a atuação frente à Saúde Indígena.

Além disso, os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE) querem a convocação de Tárcio Pimentel. Ele trabalhou como coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Leste de Roraima (Dsei-Leste).

À época, os senadores disseram que a União não priorizou os indígenas na pandemia. No entanto, ainda não votaram o pedido.

Corrupção

Por outro lado, há também a suspeita de contratos ilegais. Anteriormente, o Roraima em Tempo revelou que a Polícia Federal (PF) apura a corrupção em contratos do distrito.

As investigações são feitas no Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro do senador Chico Rodrigues (DEM), alvo do inquérito.

O documento mostra que Jean Frank era o operador de Chico nas fraudes. Contudo, eles negam as acusações.

Além disso, fontes disseram que Pimentel ficou no cargo por indicação. Ele esteve na função até setembro de 2020, ou seja, um mês antes de uma operação da PF.

Por Samantha Rufino

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