Roraima mais uma vez registrou a maior taxa de estupros do Brasil em 2025, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23). O estado teve 127,1 casos por 100 mil habitantes, índice três vezes maior que a média nacional, de 39,5.
O levantamento revelou que 939 pessoas foram estupradas em Roraima. Do total, cerca de 85,2% são meninas e mulheres vítimas de violência sexual (800).
O número é 12,4% menor que o registrado em 2024, quando o estado teve 1.040 ocorrências de estupro e estupro de vulnerável (vítima menor de 14 anos ou incapaz de consentir).
Boa Vista liderou o ranking do dez municípios com maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável do país, com 110,8 casos por 100 mil habitantes. Dessa forma, a capital encabeçou a lista de cidades como Ariquemes (RO), Sinop (MT), Porto Velho (RO), Abaetetuba (PA) e Dourados (MS).
Perfil das vítimas no Brasil
O estupro traçou o perfil das vítimas desses tipos de crime registrados no país no ano passado, quando foram registrados mais de 80 mil casos. Em casos de estupro, a maioria são do sexo feminino, representando 93,3% das ocorrências. O cenário se repete nos casos de estupro de vulnerável, em que meninas e adolescentes de até 14 anos somam 85,6% dos registros.
Em ambos os sexos, crianças e adolescentes são as principais vítimas de estupro no país. As crianças de 10 a 13 anos lideram as estatísticas, com 42,5% das ocorrências. A faixa de 5 a 9 anos concentra 21,9% dos registros.
Além disso, a população negra concentrou a maioria expressiva dos casos (57,1%), seguido de pessoas brancas (41,4%). Indígenas e amarelos correspondem a 1,1% e 0,3% das ocorrências notificadas.
Na análise da relação entre vítima e autor, 30% dos casos têm como agressor um familiar, seguido de um companheiro (29,6%) e outros conhecidos (25,5%). O ex-companheiro da vítima aparece em 9,6% dos casos.
A maioria dos estupros aconteceu dentro de casa, correspondendo a 57,6% dos registros. Contudo, o número sob e para 64,9% nos casos de estupro de vulnerável.
Fonte: Da Redação

