O ministro Jesuíno Rissato, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou, pela 4ª vez, soltar o policial militar Nadson José Carvalho Nunes.
Ele está preso desde o mês de setembro por suspeita de participar do sequestro e tortura contra o jornalista Romano dos Anjos.
O PM é considerado de “alta periculosidade”. Além disso, o inquérito mostra que ele faz parte de uma organização criminosa chefiada pelo deputado Jalser Renier (SD).
A defesa voltou a dizer que não há provas de que ele participou dos crimes e, por isso, a prisão é ilegal. O PM enviou uma ficha disciplinar dos últimos 10 anos de profissão na tentativa de justificar a soltura.
“Em nenhum momento é apresentado ao mencionado qualquer atividade ilícita ou ação que busque atrapalhar as investigações”, argumenta.
Contudo, o ministro discordou: “Ora, da análise dos excertos transcritos, observa-se que a segregação cautelar do paciente está devidamente fundamentada em dados concretos extraídos dos autos, que evidenciam de maneira inconteste a necessidade da prisão para garantia da ordem pública”.
De acordo com as investigações, Nadson agiu para intimidar a esposa do jornalista, Nattacha Vasconcelos, no dia no crime, em outubro de 2020.
Consta nos documentos que o PM se dirigiu até a delegacia e ficou o tempo todo atrás da vítima, conversando, pelo celular, com outro policial. Dessa forma, a Justiça fala que a conduta é uma ameaça.
Ainda conforme o inquérito, quando a polícia intimou Nadson para depor sobre o caso, ele “foi até a casa da vítima, tirou uma foto e lhe enviou, numa clara ameaça velada, como assim foi interpretado pelo jornalista”.
Para o ministro, as circunstâncias se mostram concretas e exigem a manutenção da prisão, para impedir interferências nas investigações, bem como outros crimes.
“A presença de circunstâncias pessoais favoráveis não tem o condão de garantir a revogação da prisão se há nos autos elementos hábeis a justificar a imposição da segregação cautelar, como na hipótese. Pela mesma razão, não há que se falar em possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão”, escreve.
Bandidos invadiram a casa do jornalista Romano dos Anjos no dia 26 de outubro de 2020. Ele jantava com a esposa, quando o crime ocorreu.
Os dois foram amarrados, amordaçados e ameaçados de morte. Em seguida, os bandidos tocaram fogo no carro do casal. Além disso, Romano teve fraturas pelo corpo e foi deixado na zona Rural de Boa Vista.
Fonte: Da Redação
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