Cidades

Funai e PF apuram suposto desvio em compras de alimentos para indígenas

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) está apurando inconsistências em processos licitatórios realizados nos últimos anos para a compra de alimentos e outros produtos distribuídos a comunidades indígenas de todo o país.

Funai aponta ausência de qualificação em alimentos

“A gestão atual identificou a ausência de qualificação de itens das cestas de alimentos distribuídos aos povos indígenas na ação de enfrentamento à covid-19 por parte da gestão anterior”, informou a fundação, referindo-se à aquisição de produtos alimentícios que não respeitam os hábitos alimentares e costumes das diferentes etnias.

Dessa forma, o Documentos disponíveis  que consta no Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU), indicam os valores que a fundação pagou nos tens. São eles: açúcar, achocolatado, biscoitos, arroz, embutido, sucos industrializados. Bem como outros produtos comprados e distribuídos a título de minimizar os impactos da pandemia entre os povos indígenas.

‘Falta de cuidado’

Ainda segundo a atual gestão da Funai, ocorreu também, o mau uso do dinheiro público. O que motivou a fundação a revisar todos os contratos em vigor celebrados nos últimos anos.

Investigações

Nesta terça-feira (16), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, usou suas redes sociais para anunciar que a Polícia Federal (PF) está investigando a compra de “toneladas de bistecas desaparecidas.

Além disso, a aquisição de bistecas pela Coordenação Regional da Funai no Vale do Javari, cujo escritório funciona em Atalaia do Norte (AM). E é um dos processos detalhados no Portal da Transparência. A Funai, contudo, não detalhou as suspeitas de desaparecimento do produto.

Por fim, na última segunda-feira (14), o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que, entre 2020 e 2022, o governo federal comprou 19 toneladas de bistecas para enviar aos povos indígenas do Vale do Javari, no Alto Solimões (AM). A carne, segundo o jornal, foi desviada e nunca chegou às comunidades indígenas.

Fonte: Agência Brasil

Polyana Girardi

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