Com redução de 32% no número de peritos médicos federais nos últimos anos, o Governo Federal tem apostado no uso da tecnologia e da telemedicina para tentar reduzir a fila de atendimentos do INSS.
Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que o número de peritos caiu de 5.245, em 2007, para 3.556 em 2026. As informações foram reveladas pelo portal R7 Planalto.
Em resposta a um requerimento enviado à Câmara dos Deputados nesta semana, o Ministério da Previdência Social reconheceu o cenário, mas afirmou que a capacidade de atendimento da Perícia Médica Federal não depende apenas da quantidade de profissionais.
Segundo a pasta, fatores operacionais, tecnológicos e organizacionais também influenciam diretamente o funcionamento do sistema.
Entre as medidas adotadas pelo governo para tentar destravar a fila do INSS está o Atestmed, ferramenta que permite ao segurado enviar documentos médicos digitalmente, sem necessidade de agendamento presencial.
Outra aposta é a chamada “Perícia Conectada”, modalidade que permite a realização de perícias médicas por telemedicina.
O governo também citou o Programa de Gerenciamento de Benefícios, criado para ampliar a capacidade de atendimento dos servidores.
O tema voltou ao debate após questionamentos sobre a defasagem no número de peritos, principalmente no estado do Rio de Janeiro.
Sobre novas contratações, o Ministério informou que o último concurso público para peritos médicos, realizado em 2025, ainda está dentro do prazo de validade. No entanto, ressaltou que novas nomeações dependem de disponibilidade orçamentária.


