O helicóptero que caiu em julho de 2022 na região do Água Boa, na zona rural de Boa Vista, e matou duas pessoas, estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido desde janeiro de 2012. As informações constam em relatório divulgado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) nessa segunda-feira, 20.
De acordo com o documento, o operador também não possuía o Certificado de Operador Aéreo (COA) e o piloto estava com o Certificado Médico Aeronáutico (CMA) e as habilitações vencidas. Além disso, a aeronave não tinha um plano de voo, cuja apresentação era obrigatória por estar em uma área controlada. Também havia um bloqueio judicial sobre o helicóptero, o que o tornava indisponível para uso.
Da mesma forma, a Comissão de Investigação SIPAER não conseguiu acessar as cadernetas da aeronave e do motor. Com isso, não foi possível verificar quando ocorreu a última inspeção nem consultar o histórico de manutenção da aeronave.
O acidente aconteceu em uma região de chácaras. As vítimas foram identificadas como o piloto Agnaldo Pereira da Costa, de 55 anos, e Vilmar Carpinski, de 47 anos.
Conforme o Cenipa, a aeronave bateu contra os cabos de alta tensão de uma linha de transmissão de energia e, em seguida, caiu no solo. O helicóptero ficou destruído, e os dois ocupantes morreram na hora. Na época, o Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR) informou que havia grande quantidade de combustível no local. Por isso, foi necessário o emprego de um caminhão de combate a incêndio.

Fonte: Da Redação

