Mais de 475 mil indígenas e quilombolas poderão votar nas eleições de outubro. 
São 225 mil pessoas a mais em relação a 2024. Em dois anos, o eleitorado indígena saltou de 155 mil para 287 mil — uma alta de 84%. As informações são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Conforme o órgão, a Região Norte concentra quase metade desses eleitores, cerca de 47%. A região também liderou o crescimento, seguida pelo Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Do mesmo modo, o Amazonas foi o estado com maior avanço. Depois aparecem Pernambuco, Roraima, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará.
Entre as etnias, os maiores contingentes são Tikúna, Makuxí e Kokama. Também é bom destacar que o número de quilombolas praticamente dobrou: foi de 95 mil pessoas para 188 mil.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, os dois grupos registraram crescimento expressivo em comparação com as eleições municipais de 2024.
De acordo com o TSE, o avanço reflete assim não apenas a variação do eleitorado, mas também o processo de qualificação do cadastro, que permite retratar com mais precisão a diversidade dos votantes.
Por fim, já entre os quilombolas, o Nordeste concentra o maior público, seguido por Sudeste, Norte, Centro-Oeste e Sul. Por estado, Minas Gerais teve portanto, o maior crescimento, passando de 12 mil pessoas em 2024 para 31 mil em 2026.
Fonte: Agência Brasil

