Roraima segue em alerta para chuvas intensas e operação monitora áreas afetadas

Inmet emitiu alerta de perigo potencial válido até a noite desta quarta-feira; mais de 17 mil pessoas já receberam assistência da Operação Apoio Imediato

Roraima segue em alerta para chuvas intensas e operação monitora áreas afetadas
Foto: Divulgação/Secom

Roraima permanece sob alerta para chuvas intensas nesta quarta-feira, 24, conforme aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O monitoramento integra as ações da Operação Apoio Imediato, coordenada pelo Governo de Roraima para acompanhar os impactos do período chuvoso e prestar assistência às populações afetadas.

De acordo com o boletim situacional divulgado nesta terça-feira, 24, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR) e pela Defesa Civil Estadual, há previsão de chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Também podendo atingir até 50 milímetros por dia, acompanhadas de ventos de até 60 km/h.

Apesar da classificação de perigo potencial, o risco de ocorrências como interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas é considerado baixo.

Em relação ao nível dos rios monitorados, o Rio Branco, em Boa Vista, registra 4,65 metros, enquanto o Rio Cotingo está com 3,55 metros. Ambos permanecem abaixo das respectivas médias históricas para o período, que são de 10,28 metros e 7,30 metros.

Segundo o porta-voz da Operação Apoio Imediato e diretor de Relações Públicas do CBMRR, tenente Genival Vasconcelos, as precipitações registradas nas últimas semanas estão dentro do esperado para o período chuvoso no Estado.

“Já passamos pelo mês de maio, que historicamente é o mais chuvoso. Agora estamos na fase final do inverno amazônico, embora ainda haja previsão de chuvas para julho. A situação está sob controle e temos observado uma redução gradual no nível dos rios em razão da diminuição das chuvas nos últimos dias”, afirmou.

Situação nos municípios

O boletim aponta a existência de 75 pontos críticos em 12 municípios, considerando rodovias, vicinais, rios, pontes, bueiros e comunidades indígenas monitoradas pela Defesa Civil. Atualmente, há 12 bloqueios totais, nove bloqueios parciais e 35 famílias desalojadas.

As chuvas já afetaram diretamente cerca de 38.131 pessoas em todo o Estado. Os municípios mais impactados são Uiramutã, com 17.154 pessoas atingidas e acesso comprometido pela RR-171. E Normandia, com 16.323 pessoas afetadas e trechos da BR-401 parcialmente comprometidos.

Até o momento, 11 municípios decretaram situação de emergência. Bonfim, Uiramutã, São Luiz do Anauá, Alto Alegre, Mucajaí e Normandia já tiveram os decretos reconhecidos pelo Governo Federal. Já os municípios de Rorainópolis, Amajari, Caracaraí, Iracema e Caroebe aguardam análise para reconhecimento nacional.

Mais de 17 mil pessoas assistidas

Instituída pelo Decreto nº 40.800-E, de 28 de maio de 2026, a Operação Apoio Imediato coordena ações de monitoramento e assistência humanitária em áreas afetadas pelas chuvas.

Desde o início das operações, em 30 de maio, cerca de 17.322 pessoas já receberam apoio direto. Entre as ações realizadas estão a distribuição de 3.626 cestas básicas, 230 filtros ecológicos, 10.440 litros de água potável e 513 conjuntos de rede com mosquiteiro. Além disso, 1.898 pessoas foram transportadas por meio de baldeação em locais com bloqueios totais.

Conforme o tenente Genival Vasconcelos, o Corpo de Bombeiros mantém bases avançadas em Uiramutã, Rorainópolis e na região do Jacamim, em Bonfim, para garantir resposta rápida às demandas das áreas mais afetadas.

“Estamos concentrando esforços principalmente em Bonfim, Normandia e Uiramutã, que foram os municípios mais impactados e os primeiros a decretarem situação de emergência. No entanto, todas as regiões seguem sendo monitoradas pela Defesa Civil, pelo Corpo de Bombeiros e pelos brigadistas, com apoio das secretarias parceiras”, destacou.

Nos próximos dias, a Operação Apoio Imediato dará continuidade à distribuição de cestas básicas, água potável e redes, em ações realizadas conjuntamente pela Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social), Sepi (Secretaria dos Povos Indígenas) e CBMRR.

Fonte: Da Redação

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