Cidades

STF prorroga para 2025 prazo de conciliação sobre marco temporal

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar os trabalhos da audiência de conciliação sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas para 28 de fevereiro de 2025. As reuniões estavam previstas para terminar em 18 de dezembro.

Em agosto deste ano, a Articulação dos Povos Indígenas (Apib), principal entidade que atua na defesa dos indígenas, se retirou da conciliação. A entidade entendeu que os direitos dos indígenas são inegociáveis e não há paridade no debate. No ano passado, o plenário do Supremo decidiu a favor dos indígenas e, assim, considerou o marco inconstitucional.

Após a Apib deixar a conciliação, Mendes decidiu manter os debates mesmo sem a presença dos indígenas. Conforme o ministro,  “nenhuma parte envolvida na discussão pode paralisar o andamento dos trabalhos”.

Pela tese, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em posse em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. Ou então que estavam em disputa judicial na época.

Conciliação

A audiência foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações protocoladas pelo PL, o PP e o Republicanos para manter a validade do projeto de lei que reconheceu o marco, assim como de processos nos quais entidades que representam os indígenas e partidos governistas contestam a constitucionalidade da tese.

Além de levar o caso para conciliação, Mendes negou pedido de entidades para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco. A decisão desagradou os indígenas. As reuniões estavam previstas para seguir até 18 de dezembro deste ano.

Na prática, a realização da audiência impede a nova decisão da Corte sobre a questão e permite que o Congresso ganhe tempo para aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para confirmar a tese do marco na Constituição.

Em dezembro do ano passado, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que validou o marco. Em setembro, antes da decisão dos parlamentares, o Supremo decidiu contra o marco. A equipe jurídica do Palácio do Planalto levou em conta a decisão da Corte para justificar o veto presidencial. 

Fonte: Agência Brasil

Lara Muniz

Recent Posts

Com fim das concessões, operadoras começam a retirar orelhões do país

Apesar da decadência com a popularização da internet e da telefonia móvel, ainda há 38,3…

9 minutos ago

IFRR: prorrogada inscrições para curso gratuito de formação continuada para conselheiros tutelares

Agora, interessados têm até o dia 13 de fevereiro para se inscreverem. Objetivo é fortalecer…

1 hora ago

TSE propõe novas regras e recebe sugestões sobre eleições de 2026

Manifestações na pré-campanha e conteúdos digitais estão entre temas

2 horas ago

Caminhão arrasta veículos e quase atinge pedestres na Ville Roy

Acidente aconteceu nesta terça-feira, 20, no bairro São Vicente

3 horas ago

Curso de Medicina da UFRR alcança conceito de excelência e fica entre as melhores do Norte

Com nota 4 de 5, a Universidade está entre as 204 instituições de ensino superior…

3 horas ago

Janeiro Branco: Boa Vista reforça cuidado com a saúde mental por meio de rede integrada

Em 2025, município registrou mais de 24 mil atendimentos relacionados a transtornos e comportamentais

4 horas ago