O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, desacelerou em junho e fechou em 0,16%. O valor é 0,42 ponto percentual abaixo da taxa de maio, de 0,58%.
A queda nos preços do grupo Alimentação e Bebidas influenciou, principalmente, o resultado menor da inflação, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No período analisado, os preços de Alimentação e Bebidas recuaram 0,24%. Já o grupo Habitação registrou a maior alta entre os segmentos pesquisados, com avanço de 0,63% e impacto de 0,10 ponto percentual no resultado do índice
Neste ano, o IPCA acumula alta de 3,36% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,64% — abaixo dos 4,72% do mesmo período imediatamente anterior. O teto da meta desse indicador estabelecido atualmente pelo Banco Central é de 4,50%.
Em relação ao grupo Habitação, apesar da variação para cima, houve redução nos preços da energia elétrica residencial,que saiu de 3,67% para 1,53%.
Do mesmo modo, os custos com Despesas Pessoais representaram a segunda maior alta. O que ajudou a elevar o resultado do IPCA — com destaque para os serviços de empregados domésticos (0,53%), além de cabeleireiro e barbeiro (0,65%).
Já os alimentos, que tiveram variação negativa após uma alta de 1,33% em maio, tiveram impacto pelos preços da refeição em domicílio, que diminuiu de 1,65% para -0,39%. Com influência das quedas nos custos com café moído (-3,72%), frutas (-1,58%) e carnes (-0,64%). Ao mesmo tempo, feijão-carioca (8,31%) e batata-inglesa (3,57%) ficaram mais caros.
Em relação à região, a maior variação foi registrada em Brasília, com 0,52%, por influência das altas da passagem aérea (11,05%) e da gasolina (1,74%). A menor variação ocorreu em Recife (-0,04%), por conta do recuo do tomate (-22,56%) e da gasolina (-1,99%).

