Uma denúncia chegou ao Roraima em Tempo e apontou que professores da Escola Dr Arnaldo Brandão, da Vila São Raimundo, no município de Cantá, ao Norte do Estado, estão sendo incentivados a realizarem uma vaquinha no valor de R$ 300, para pagar o conserto das centrais de ar na unidade por falta de manutenção.
O motivo, conforme relato, é que mesmo com o conserto de três aparelhos na sala dos professores, 8º e 9º Ano, ainda precisa realizar o conserto da sala do 5º Ano e Biblioteca. O problema já dura há mais de um mês, e professores e os alunos sofrem com o calor.
Por conta disso, um docente iniciou a campanha com o apoio da coordenação e gestão escolar. A denúncia afirmou que cada um se comprometeria em enviar o valor de R$ 5 para uma conta Pix.
“Falaram que o conserto dá uns R$ 300,00 reais. No início pediram R$ 5 reais para cada professor, depois ficaram de pedir para pagar o técnico. Passamos o dinheiro para um funcionário do apoio que sabe consertar. Além de comprar as peças, vamos pagar ele. É o jeito porque a secretaria [de Educação] não está nem aí para consertar. Eu acho isso um absurdo ter tirar do salário da gente para não ficar sofrendo dando aula no calor”, desabafou.
Falta material
Ainda segundo a denúncia, a Escola Municipal enfrenta outros problemas como a falta de materiais de apoio pedagógico para realização de atividades com os alunos. A denunciante cita, por exemplo, coisas básicas como fita adesiva para usar em colagem. Ademais, problema de impressão como a falta de toner da impressora e, por conta disso, tiveram que providenciar a compra. “Ela acha que a gente tem obrigação de arcar com toner para imprimir as atividades, provas dos alunos, fazer festa do dia das mães, arrumar centrais e tudo mais”, relatou.
“Quando tem avaliação bimestral, nós, professores, é que temos que comprar o toner para imprimir as avaliações. Os materiais, os papéis, a gente tem que comprar e levar. Outro dia eu pedi uma fita emprestada para usar na sala. Ela [diretora] falou na hora da reunião pedagógica que tem professora que não tem coragem de comprar uma fita pra trazer pra usar na sala. Tudo ela quer que a gente compre”, contou.
Assédio moral
Por fim, a denúncia afirmou que os docentes e alunos sofrem com o descaso e acrescentou episódio de assédio moral por parte da gestora.
“Eu fico indignada com essa situação porque a gente sofre na maior quentura sem central há quase um mês e eles não arruma. Os alunos também sofrem com essa situação. Maior descaso! Fora isso, a gente sofre também com o assédio moral da diretora na frente dos alunos. Quando erram o hino nacional ela fala que não é pra eles errarem. É para eles estudarem o hino. E ainda fala: ‘mas também os professores não sabem cantar o hino nacional e imagina os alunos’, disse.
Citada
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Cantá, mas até o fechamento da matéria não recebeu o retorno.
Fonte: Da Redação





