As fobias são medos irracionais e desproporcionais que podem paralisar o profissional, limitando sua produtividade, criatividade e capacidade de ascensão na carreira. Essas fobias quando não tratadas podem levar a um estresse crônico, isolamento, autossabotagem e até mesmo, o afastamento do ambiente de trabalho. Esse medo patológico e irracional de estar no ambiente de trabalho é chamado de ergofobia. Por falta de conhecimento muitos ainda chegam a dizer que se trata de “preguiça de trabalhar”, quando na verdade trata-se de um transtorno de ansiedade grave que pode paralisar a vida profissional e causar sintomas físicos e psicológicos extremos.
Os sintomas da ergofobia disparam apenas pelo fato de a pessoa pensar em ter que ir trabalhar, ou ainda, ter que assumir uma tarefa ou de lidar com o ambiente do local de trabalho. Dentre os principais sintomas podemos destacar os físicos como taquicardia, sudorese, falta de ar, náuseas, tontura e tremores; os emocionais como pânico, sensação de submersão emocional, crises de choro e vontade constante de fugir do local e; os comportamentais onde a pessoa evita fortemente dar entrevistas, faltas constantes ao trabalho (absenteísmo) e isolamento dos colegas. De acordo com estudos já consagrados, as principais causas que disparam esses gatilhos estão relacionadas a traumas prévios experenciados pela pessoa, como histórico de assédio moral ou chefias abusivas; pressão excessiva por metas, medo extremo do fracasso ou perfeccionismo; estresse pós-traumático relacionado a experiências profissionais anteriores.
Ajuda profissional
Buscar ajuda de profissional qualificado da Psicologia aos primeiros sinais da doença pode fazer grande diferença, já que a ergofobia se tratada logo no início, as chances de reversão do quadro são mais simples e rápidas. Geralmente para esse tipo de fobia os profissionais da Psicologia adotam abordagens específicas no processo de Psicoterapia, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) que é altamente eficaz para reestruturar pensamentos disfuncionais e tratar fobias, visto que, as fobias desencadeiam a chamada “submersão emocional”, o que impede as pessoas de reagir racionalmente.
As fobias mais comuns e suas consequências no ambiente de trabalho se manifestam de diferentes formas, por exemplo, a Fobia Social ou Ansiedade Social, provocam medo extremo em interagir com colegas, fazer apresentações ou mesmo, atender um simples telefonema. O que leva a julgamentos precipitados de colegas que são leigos, onde taxam a pessoa de ser antissocial ou desinteressado(a); no caso da Ergofobia o medo é extremo e persistente em ir trabalhar ou de desenvolver alguma atividade inerente ao trabalho. Pode causar sintomas físicos graves, como crises de pânico e taquicardia, antes ou durante o expediente de trabalho; a Glossofobia se caracteriza pelo medo irracional de falar em público, o que muitas vezes trava o(a) funcionário(a) na hora de expor ideias em reuniões ou liderar projetos.
Existem ainda outros exemplos de fobias, como a Agorafobia que é ter medo de estar em ambientes com muitas pessoas. Tem ainda a Claustrofobia que é o medo de estar em ambientes fechados, como salas, elevadores, cinema, etc., o que limita a ida a reuniões, viagens corporativas ou trabalho em escritórios específicos.
Consequências
Dentre as principais consequências no trabalho, podemos destacar a baixa produtividade e estagnação, posto que, o medo constante inibe o profissional/colaborador(a) de assumir riscos calculados, propor soluções inovadoras ou aceitar promoções; impactos diretos na saúde física e mental, já que provocam sintomas como insônia, tensão muscular e cansaço extremo, o que pode desencadear quadros de saúde mental mais graves; absentismo que são faltas constantes ao trabalho, já que a pessoa tem medo de ir trabalhar, gerando conflitos com seus superiores; problemas de relacionamentos em virtude do isolamento e a dificuldade em se comunicar, o que dificulta o trabalho em equipe e o desenvolvimento de um bom clima organizacional.
Diante do exposto, fica patente a importância de empresas públicas e privadas manter em seus quadros profissionais da Psicologia, caso não seja possível contratar esses profissionais, buscar manter convênios com pessoas físicas e/ou jurídicas da área de Psicologia.

Hismayla Pinheiro é psicóloga clínica e especialista em avaliação psicológica com mais de 7 anos de experiência em consultório. Por aqui ela traz orientações valiosas nesse divã virtual de como manter sua saúde mental. Agende sua consulta: (95) 99144-1131.



