A Polícia Civil do Estado de Roraima (PCRR) identificou uma dupla suspeita de furto de objetos do interior de um veículo estacionado em frente a uma residência no bairro Cidade Satélite, em Boa Vista, além de um homem investigado por adquirir os bens subtraídos, conduta que caracteriza, em tese, o crime de receptação. O trabalho ocorreu pela equipe da SIOP (Seção de Investigação e Operação) do 3º DP (Distrito Policial), com apoio de investigadores do 1º DP (Distrito Policial), durante diligências que resultaram no esclarecimento do caso.
De acordo com o delegado titular do 3º DP, Guilherme Peres, o crime ocorreu na noite do dia 22 de julho, quando uma mulher de 23 anos deixou o veículo estacionado em frente à residência, no bairro Cidade Satélite. Durante as diligências, os policiais civis realizaram análise técnica das imagens de câmeras de segurança, que permitiu identificar como envolvidos no furto M.C.M., de 34 anos, uma mulher apontada como responsável por retirar as bolsas do interior do veículo, e J.B.R.A., de 25 anos, que, segundo a investigação, atuou em conjunto com ela durante a ação criminosa.
O crime
Segundo a investigação, a dupla se aproximou do imóvel e permaneceu por alguns minutos nas proximidades, simulando uma atividade rotineira para não despertar suspeitas. Em seguida, ao perceber que um dos veículos estava destravado, M.C.M. abriu a porta traseira e verificou o interior do automóvel.
Os dois deixaram o local por alguns instantes e, logo depois, retornaram. Aproveitando-se da ausência de pessoas, a investigada retirou duas bolsas pertencentes à vítima e deixou o local ao lado do comparsa. Toda a ação teve registro pelas câmeras de segurança e foi determinante para a identificação dos envolvidos.
Durante a apuração, os investigadores constataram que as bolsas continham maquiagens, cosméticos, documento de identidade e cartões bancários pertencentes à vítima. As diligências também permitiram identificar J.V.P.S., investigado por adquirir as duas bolsas furtadas pelo valor de R$ 40. Conforme apurado, a conduta configura, em tese, o crime de receptação, que consiste em adquirir, receber, transportar, ocultar ou comercializar produto proveniente de crime.
O delegado Guilherme Peres destacou que o trabalho investigativo foi fundamental para a identificação dos envolvidos e o esclarecimento do caso.
“A análise das imagens e as diligências realizadas pela equipe permitiram identificar todos os envolvidos e reunir os elementos necessários para o esclarecimento do caso. Esse trabalho reforça o compromisso da Polícia Civil com o combate aos crimes patrimoniais e a responsabilização dos envolvidos“, afirmou.
Como os autores foram identificados dias após a ocorrência do crime, já não havia situação de flagrante que permitisse a prisão. Diante disso, o delegado instaurou inquérito policial para apurar os fatos.
Por fim, a polícia os interrgou e agora e responderão ao processo em liberdade. O procedimento segue em fase de conclusão, com as últimas diligências, antes de ser encaminhado ao Poder Judiciário.
Fonte: Da Redação



