Real, moeda brasileira - Foto: Agência Brasil
Um ex-servidor do Governo de Roraima está sendo acusado de extorquir outros ex-servidores. Conforme relatado, ele usava os documentos das pessoas para contrair empréstimos.
A reportagem teve acesso a vários Boletins de Ocorrência de pessoas que relataram os casos à Polícia Civil de Roraima (PCRR).
Uma das vítimas contou que o homem o indicou para um cargo comissionado na Secretaria das Cidades (Secidades) do Governo. Lá ele trabalhou de abril a dezembro de 2022. Contudo, o acusado fez um empréstimo de R$ 3,8 mil em seu nome. Quando o valor caiu na conta da vítima, o acusado disse que a ele teria que entregá-lo a quantia, pois o dinheiro pertencia à Secretaria.
A vítima acreditou e então passou o valor para o homem. Ao perceber que foi enganado, resolver registrar o B.O.
Outra vítima, dessa vez uma mulher, relatou que o homem afirmou que o acusado ofereceu um cargo comissionado para ela. Dessa forma, pegou todos os documentos da mulher e a chamou para trabalhar para ele.
Entretanto, ele disse à mulher que ela deveria abrir uma conta-salário para receber o pagamento. Depois perguntou se ela recebeu um cartão com limite de R$ 1,8 mil, pediu emprestado e usou o saldo. Em seguida ele também teria usado o cheque especial no valor de R$ 440,00 e parcelo em 48 parcelas de R$32,42.
Em um outro caso, a vítima contou à Polícia Civil que também foi nomeado na Secidades. Dessa forma, todo mês passava parte de seu salário para o acusado. Além disso, o homem teria feito vários empréstimos em seu nome. De acordo com a vítima, as dívidas chegam próximo de R$ 100 mil.
O homem relatou ainda na delegacia que o acusado estava de posse de seus dados, cartão, bem como acesso ao aplicativo do banco. Dessa maneira, tinha controle sobre a movimentação financeira da conta da vítima no banco.
No Boletim de ocorrência a vítima também afirmou que ao cobrar o acusado ela a ameaçou de morte. E usou o nome do irmão que é policial penal para intimidá-la.
A Secidades disse que desconhece qualquer tipo de ação que utilize o nome da Secretaria em benefício de servidor. Disse ainda que repudia esse tipo de atitude. Afirmou também que adotará as medidas que o caso requer.
Sobre o acusado, explicou que ele ingressou na Secretaria por meio de processo seletivo em 28 de dezembro 2021. E permaneceu como cadastrado até o dia 17 de março de 2022.
Em 07 de abril de 2022 foi nomeado como assessor especial (cargo comissionado) e desligado em 1º de julho de 2022, para concorrer ao cargo de deputado estadual nas eleições do ano passado.
Por fim, sobre os Boletins de Ocorrência, disse que a Polícia Civil está investigando o caso.
O acusado disse à reportagem que os então servidores fizeram os empréstimos de livre e espontânea vontade. Assim como, a mulher que emprestou o cartão com o limite de R$ 1,8.
Disse ainda que tudo se trata de uma armação arquitetada por uma das vítimas, que era coordenadora se sua campanha para deputado estadual em 2002. Conforme ele, a mulher nutre uma possível ‘paixão platônica’ por ele.
O homem explicou ainda que até dezembro honrou com o pagamento do empréstimo de uma das pessoas.
Fonte: Da Redação
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