Justiça prorroga prisão de ex-segurança do governador suspeito de participação no assassinato de casal em briga por terra, no interior de RR

Helton Jhon Silva de Souza, está preso no Comando de Policiamento da Capital desde o dia 10 de maio

Justiça prorroga prisão de ex-segurança do governador suspeito de participação no assassinato de casal em briga por terra, no interior de RR
Capitão Helton Jhon – Foto: Reprodução

A Justiça de Roraima prorrogou, por mais 30 dias, a prisão do policial militar Helton Jhon Silva de Souza, ex-segurança do governador de Roraima, Antonio Denarium. Helton é suspeito da morte de dois produtores rurais em disputa de terras no Cantá, interior do estado.

Quem assina o pedido da prorrogação é o juiz Breno Coutinho e também vale para Jhonny de Almeida e Caio de Medeiros. Além disso, o documento pede a prisão temporária de Deivys Vegas. É que depoimentos também apontam sua participação no crime. Ele ainda não foi localizado para depor.

Motivos

De acordo com a Justiça, houve diligências para obter a prisão de Caio que está foragido, contudo, sem resultados. Além, disso, a Justiça considerou razoável a prorrogação das investigações para a conclusão das investigações.

“Tendo em vista que o prazo inicial de 30 dias foi insuficiente para a conclusão das investigações, é razoável e proporcional a prorrogação da medida por igual prazo”, cita trecho da decisão. Assim, a Justiça também negou o pedido de prisão domiciliar à Jhonny e disse que o pedido é incabível.

Relembre

Duplo homicídio

Helton Jhon é investigado pelos homicídios dos produtores Flávia Guilarducci, de 50 anos, e Jânio Bonfim de Souza, de 57 anos.

O crime ocorreu no dia 23 de abril na Vicinal do Surrão, no Cantá. Em um áudio gravado por uma das vítimas, é possível ouvir o barulho de seis tiros e gritos do casal. O homem morreu no dia seguinte e a mulher ficou em estado grave, mas morreu no dia 28 no Hospital Geral de Roraima (HGR).

Na dia 24 de maio, a PCRR prendeu dois suspeitos do crime: um de 53 anos e um de 35. A Polícia Civil pediu ainda a prisão do produtor Caio Porto, que estava no local do crime, mas ele encontra-se foragido.

Ameaças

Após o crime, os agentes da Civil iniciaram as investigações. Eles apuraram que a mesma testemunha que prestou socorro ao casal, também recebeu ameaças de quatro homens no dia anterior.

A testemunha e o agricultor haviam combinado de fazer uma plantação de feijão numa parte da terra. No dia anterior ai crime, a testemunha olhava o local onde fariam a plantação. Nesse momento, chegaram os quatro homens e um deles estava armado com uma pistola calibre 380.

“Eles foram na propriedade e encontraram a testemunha que é um policial militar da reserva. Eles fizeram a ameaça afirmando que o casal havia invadido as terras deles e, logo depois, foram embora”, relatou o delegado.

De acordo com o relato da testemunha, que ainda chegou a conversar com o agricultor sobre as ameaças, este afirmou que a terra lhe pertencia e estava toda documentada.

“A vítima disse a essa testemunha que era dono da terra e que tinha toda a documentação comprobatória, mas que já tinha recebido outras ameaças anteriormente dos suspeitos e, inclusive, registrado um Boletim de Ocorrência dessas ameaças”, disse o delegado.

Com base nessas informações, os policiais iniciaram as investigações. Desse modo, conseguiram localizar dois dos suspeitos e prendê-los em flagrante delito por homicídio.

Conforme o delegado, as investigações apontaram que os dois homens estiveram numa loja e compraram munição e também estavam juntos quando as vítimas tiveram suas terras invadidas e foram baleadas.

Após a prisão, o delegado interrogou os suspeitos, acompanhados de um advogado, e eles usaram o direito constitucional de somente falar em juízo.

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Fonte: Da Redação

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