Polícia

STJ nega habeas corpus a coronel e ex-servidor envolvidos no caso Romano

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou soltar, pela segunda vez, um coronel e um ex-servidor da Assembleia Legislativa (ALE-RR), presos na Operação Pulitzer, que investiga o caso de sequestro e tortura contra o jornalista Romano dos Anjos.

Tiveram os pedidos negados o coronel Moisés Granjeiro de Carvalho e o ex-servidor Luciano Benedicto Valério. A decisão é do último dia 4 de novembro e é assinada pelo ministro Jesuíno Rissato.

Na decisão, o ministro relembrou que Moisés Granjeiro fazia parte da organização criminosa e ocupava uma das funções de chefia.

Além disso, mencionou que a apuração comprovou que Granjeiro monitorou a casa e a rotina de Romano antes e depois do crime.

Ele também cita que assim como Granjeiro, Luciano Benedicto também monitorou a vítima no dia anterior ao sequestro. Já no dia da prisão, ele se negou a entregar o celular sob a justificativa de ter perdido o aparelho.

“Circunstâncias que revelam a periculosidade concreta do agente e a imperiosidade da imposição da medida extrema ante a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, no intuito de impedir a reiteração delitiva, bem como para conveniência da instrução criminal”, diz o juiz.

Operação Pulitzer

Luciano está preso preventivamente desde o dia 16 de setembro, quando o Ministério Público de Roraima (MPRR), deflagrou a primeira fase da Operação Pulitzer, enquanto que Moisés foi preso em outubro, na segunda etapa da operação.

Eles são acusados de integrar um setor de inteligência da Assembleia, chefiado pelo deputado e então presidente da Casa, Jalser Renier (SD).

O parlamentar foi preso por ser suspeito de ser o mandante do sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos. Diferente dos outros acusados, o STJ aprovou o pedido de habeas corpus de Renier, mas solicitou medidas cautelares.

Desde então, o deputado usa tornozeleira eletrônica e cumpre uma série de regras. Contudo, a defesa de Jalser já pediu à justiça a retirada do acessório, mas o ministro Jesuíno Rissato negou o pedido.

Além de Luciano Benedicto e Moisés Granjeiro de Carvalho, os militares Nadson José Carvalho Nunes, Gregory Thomaz Brashe Júnior, Clóvis Romero Magalhães Souza e Vilsom Carlos Araújo também tiveram o pedido de liberdade negado por duas vezes.

Caso Romano

Bandidos invadiram a casa do jornalista Romano dos Anjos no dia 26 de outubro do ano passado. O apresentador jantava com a esposa, Nattacha Vasconcelos, quando o crime ocorreu.

Os dois foram amarrados, amordaçados e ameaçados de morte. Em seguida, os bandidos atearam fogo no veículo do casal. Romano sofreu múltiplas fraturas pelo corpo, os criminosos o abandonaram no Bom Intento, zona Rural de Boa Vista.

Leia aqui todos os detalhes

Fonte: Da Redação

Samantha Rufino

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