Presidente do PSL, deputado Nicoletti, protocolou pedido na ALE-RR - Foto: Divulgação/Assessoria Nicoletti
O Partido Social Liberal (PSL) entrou hoje (5) com uma representação na Assembleia Legislativa para cassar o mandato do deputado Jalser Renier (SD).
O parlamentar foi preso por suspeita de ser o mandante do sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos. A decisão foi mantida pelos deputados ontem à noite.
A representação foi protocolada pelo presidente estadual do PSL, o deputado federal Nicolletti. Ele estava acompanhado do advogado Alex Ladislau.
O documento solicita o afastamento imediato de Jalser do mandato até que se julgue o mérito da cassação. A Comissão de Ética da Casa vai analisar o caso.
De acordo com o PSL, Jalser quebrou o decoro parlamentar e causa grave prejuízo à imagem da Casa. Além disso, o documento cita que ele descumpriu o Código de Ética da Assembleia, e, por isso, não deve ocupar o cargo.
“É incompatível com o decoro parlamentar a prática de irregularidades graves no desempenho do mandato ou de encargos dele decorrentes”, diz a sigla.
O partido também cita as acusações pelos crimes de organização criminosa, violação de sigilo funcional, peculato, exercício ilegal da profissão, e obstrução de investigação.
“A sociedade roraimense espera uma atitude enérgica com relação ao deputado, envolvido em vários escândalos de repercussão nacional e por responder a vários processos criminais na justiça”, fala Nicolletti.
Mais cedo, o Roraima em Tempo mostrou que o corregedor-geral, deputado Nilton Sindpol (Patri), garantiu que vai trabalhar pela cassação, pois está convencido que Jalser Renier cometeu os crimes.
Jalser foi preso preventivamente no dia 1º de outubro por ordem da juíza Graciete Sotto Mayor. Em seguida, a Assembleia decidiu manter a prisão.
A Polícia Civil de Roraima aponta o parlamentar como mandante do sequestro do jornalista. O Roraima em Tempo divulgou com exclusividade detalhes do inquérito.
Além disso, o Ministério Público (MPRR) diz que há provas suficientes que indicam a participação do deputado.
De acordo com o inquérito, Jalser Renier liderava a organização criminosa responsável pelo sequestro e tortura do apresentador.
Após a prisão, Renier entrou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Conforme o pedido, a prisão é ilegal, pois ele não é “cidadão comum”, devido à imunidade parlamentar.
Por Redação
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