Cassado
O TSE confirmou a cassação do governador Edilson Damião (União) na noite desta terça-feira, 28, na quinta sessão realizada para julgar o recurso. Apenas o ministro Kassio Nunes Marques votou para manter Damião no cargo. Contudo, como sua opinião ia contra os princípios eleitorais e jurídicos do sistema judiciário, nenhum ministro o acompanhou no voto. E como resultado, todos os outros magistrados acompanharam a relatora e mantiveram a cassação.
Inelegível
O TSE também confirmou a inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) por 7×0. Desse modo, Denarium está fora das eleições até 2030. Isso porque a inelegibilidade passa a contar a partir da data das eleições em que ele cometeu os crimes eleitorais. Agora, ele não irá mais concorrer ao Senado, como pretendia fazer, mesmo com todas as provas dos crimes eleitorais cometidos por ele.
Interino
A ministra Carmem Lúcia já incluiu no sistema a pauta para proclamar o resultado do julgamento. A sessão inicias as 10h desta quinta-feira, 30, e a pauta é a última da lista. Antes da homologação do julgamento, o ministro André Mendonça vai apresentar um complemento ao seu voto. A presidente do TSE informou ontem a noite que o complemente não deve mudar o voto. Depois de encerrado o processo, o TSE notificará o TRE de Roraima com urgência para que realize novas eleições. E também a Assembleia Legislativa para que o presidente (Soldado Sampaio) assuma o Governo interinamente. Enquanto isso, o vice-presidente da Assembleia, deputado Jorge Everton, assume interinamente a Presidência da Assembleia.
Viaturas
Uma movimentação estranha – para não dizer suspeita – chamou a atenção da população na noite de ontem. Após o resultado do julgamento, o Governo enviou viaturas para a frente de algumas secretarias. Como por exemplo, a Seinf, que está sob investigação da PF e deve ter grande quantidade de documentos. A coluna também recebeu relato de viatura da PMRR em frente à Sefaz. Várias outras também estavam no Palácio do Governo, que informou a uma emissora local que isso seria para reforçar a segurança dos órgãos públicos.
