Com 4 pedidos de impeachment, governador de RR celebra 100 dias de governo

Em menos de 100 dias, a Assembleia Legislativa recebeu 4 pedidos de cassação do mandato de Antonio Denarium

Com 4 pedidos de impeachment, governador de RR celebra 100 dias de governo
Governador Antonio Denarium – Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governador Antonio Denarium (PP) começou a divulgar nas redes sociais a celebração dos 100 dias de sua atual gestão. Nesta quarta-feira (12), por exemplo, uma publicação informou a entrega da pista de atletismo do Parque Anauá que está em obra há cinco anos.

Como se tudo estivesse bem nos serviços ofertados pelo Governo à população, Denarium festeja a sua gestão. Além disso, cai sobre seu mandato quatro pedidos de impeachment.

Dois pela forma que ele falou sobre os Yanomami, chamando-os de bichos. Um por contratos suspeitos na Secretaria de Saúde. E o último, também por contrato suspeito, mas na Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes).

Mas os problemas atuais do Governo vão além disso. O chefe do Executivo também enfrenta um crise na base governista. Pois grande parte dos deputados cobram pela crise na Saúde, enquanto o senador Mecias de Jesus (Republicanos), parece não mais apoiar o governador.

Comemorar o que?

E quem não tem o que comemorar é o próprio povo. Quem precisa dos serviços de saúde do Governo tem amargado momentos de sofrimento e humilhação nos hospitais, clínicas e outras unidades de saúde.

No Hospital Geral de Roraima (HGR), por exemplo, pacientes ficam internados em corredores por falta de leitos. A situação se repete na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth.

Durante inspeção nesta quarta-feira (12), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) constatou que o sistema de ar-condicionado das UTIs 3 e 4 está quebrado. O sistema apresenta problema desde a inauguração do prédio, em março de 2022.

Na Clínica Coronel Mota pacientes passam humilhação diariamente em filas desnecessárias. A direção da unidade obriga os cidadão a pegarem fila até para marcar retorno. Sob sol e chuva, a população se humilha para conseguir uma consulta ou um exame.

Do mesmo modo, na maternidade de lona, gestantes ficam internadas em cadeiras. No local não há leitos suficientes, assim como profissionais para atender à demanda. O Governo também não prepara os profissionais para atender as gestantes e as denúncias de violência obstétrica seguem aumentando.

Enquanto isso, a reforma da maternidade segue sem previsão de conclusão. A última notícia sobre o assunto é que os recursos federais alocados para a obra foram perdidos. O Governo não deu satisfação sobre isso à sociedade.

Questionado sobre o motivo da perda da verba e com quais recursos pretende concluir a obra, o Governo se calou.

Fonte: Da Redação

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