O discurso de todo político cassado por comprar votos é que o resultado das urnas deve ser respeitado

Eles só fingem que esquecem que o governador ganhou a eleição comprando voto; prova disso é a própria cassação para que haja Justiça

O discurso de todo político cassado por comprar votos é que o resultado das urnas deve ser respeitado
Denarium em distribuição de cestas básicas – Foto: Reprodução/Facebook/Antonio Denarium

Discurso

As redes sociais foram inundadas de deputados aliados ao governador Antonio Denarium e de comissionados do Governo defendo-o após a cassação. Primeiramente, o discurso de todos era de que Denarium foi o melhor governador de Roraima. No dia seguinte, o discurso mudou e começaram a dizer que o resultado das urnas deve ser respeitado. E também que a cassação de um governador gera muita instabilidade em um Estado.

Choradeira

Um verdadeiro discurso de choradeira aconteceu na sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (15). Os deputados Luca Sousa (sobrinho do governador), Soldado Sampaio, Catarina Guerra, Coronel Chagas, bem como Marcelo Cabral defenderam Denarium com unhas e dentes. Cada um com seu próprio interesse, claro. Lembrando que os deputados que apoiam Denarium são os maiores beneficiados com o dinheiro do Governo. Somente em 2021, ano pré-eleitoral, o governador enviou para a Assembleia quase R$ 60 milhões de verba a mais, por meio de verba adquirida por arrecadação no Estado. Os prefeitos do interior, que também defenderam o governador cassado nas redes, receberam R$ 70 milhões nas vésperas das eleições. Os benefícios viraram até alvo de denúncias na Justiça.

Julgamento

Ontem também houve o julgamento da ação do Republicanos (do Mecias) que quer tomar o mandato do vereador Adjalma, que assumiu no lugar de Gabriel Mota, eleito deputado federal. Os advogados de Adjalma acusaram Mecias de perseguição. O advogado relatou que Adjalma trabalhava na Caer e Mecias determinou sua exoneração. Em seguida, o deputado Renato Silva teria levado Adjalma para falar com o governador e pedir que ele fosse readmitido. Mas o governador teria afirmado que não poderia fazer nada porque a Caer é do Mecias.

Confessou o crime

O governador Antonio Denarium (PP) admitiu que cometeu crime eleitoral após a cassação de seu mandato por conduta vedada nesta segunda-feira (14). Ele emitiu uma nota onde disse que fez o correto “pelo bem do nosso povo”. Mas os internautas não perdoaram o deslize do gestor e reagiram: ‘em nota, governador cassado admite a compra de votos’, escreveu um deles. ‘TSE já pode fechar o caixão que o crime já está assumido’, respondeu outro.

Narrativa

O que parece é que Denarium quer criar uma narrativa, para colocar a população contra a Justiça e passar a imagem de que o que fez, foi para o bem dos necessitados. Em seu voto, um dos juízes, que votou contra a cassação do governador, justificou a entrega das cestas e aumento do número de beneficiários do programa Cesta da Família, que aconteceu em 2022, com a crise migratória e a pandemia de covid-19. Mas a juíza Joana Sarmento retrucou afirmando que a crise migratória já existe há anos e a pandemia teve o seu auge em 2020.

Novo bloco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinou R$ 60 milhões para a construção de um novo bloco no Hospital Geral de Roraima (HGR) por meio do Novo PAC, que é o Programa de Aceleração do Crescimento, lançado no dia 11 de agosto. O governador Antonio Denarium divulgou a notícia de forma muito morna, não dando muita atenção para esse investimento, que é de extrema importância para o estado. Esta redação chegou a procurar o Governo do Estado para saber mais detalhes sobre a obra e dar o destaque que ela merece, mas não recebeu retorno. Na notícia publicada nas redes sobre o assunto, muitas pessoas comentando que ao chegar em Roraima o dinheiro será roubado.

Elevador

Enquanto isso, o bloco E do HGR, que Denarium inaugurou há pouco tempo, vem apresentando problemas desde que começou a funcionar. Nesta terça-feira (15), o elevador quebrou e os servidores tiveram que deslocar os pacientes acamados ou em cadeiras de rodas pelas rampas da unidade. Essa já é a terceira vez que o problema ocorre no local. Nas duas últimas vezes, o problema ocorreu poucos meses após a inauguração.

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