Sem conhecer Roraima, deputado do Rio de Janeiro é pré-candidato ao Senado; população reagiu

Até que ponto é legítimo uma pessoa de fora cair de paraquedas e tomar a frente das vidas política e social das pessoas de um Estado?

Sem conhecer Roraima, deputado do Rio de Janeiro é pré-candidato ao Senado; população reagiu
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Na noite de ontem, 15, circulou na internet um vídeo do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, em que ele declara apoio ao deputado do Rio de Janeiro, Hélio Negão, para o Senado em Roraima. Logo, a população reagiu e muitas foram as manifestações por meio dos comentários.

A maioria cita que Hélio Negão não mora em Roraima e não conhece os problemas do Estado para trabalhar pela população local.

Transferência de título

O deputado federal Hélio Negão transferiu o domicílio eleitoral para Boa Vista, capital de Roraima, com a intenção de disputar uma vaga no Senado pelo estado. A informação foi publicada pela Veja, portal de repercussão nacional, em março deste ano.

Segundo o site, a mudança teria surpreendido o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, que negociava outro destino para o parlamentar. Portanto, o caso pode ter intervenção da sigla.

Nos bastidores comenta-se que há pelo menos três anos ele demonstra o desejo de disputar ao Senado por Roraima. Mas essa movimentação levanta um debate inevitável: até que ponto é legítimo que um político sem qualquer vínculo com o estado tente se eleger como representante da população local? Hélio Lopes não construiu trajetória em Roraima, não vive a realidade cotidiana da população e, até aqui, não apresentou ações concretas voltadas ao estado.

Essa eventual candidatura ao Senado e até a aderência de alguns eleitores à ideia nos faz levantar a seguinte reflexão: representar um estado exige mais do que transferir o título e “cair de paraquedas” em um estado que não se conhece a fundo. É preciso ter presença e compromisso.

Cabe à população avaliar se faz sentido eleger alguém que chega agora, sem histórico local, para ocupar um dos cargos mais relevantes da República.

Da Redação

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