Após diversas denúncias, MPRR faz inspeção na obra da Maternidade

Obra iniciou em abril de 2020 e não tem previsão de conclusão para este ano; promotor disse que “infelizmente há muito o que fazer”

Após diversas denúncias, MPRR faz inspeção na obra da Maternidade
MP deve investigar o caso – Foto: Arquivo/Roraima em Tempo/Edinaldo Morais

O Ministério Público de Roraima (MPRR) realizou, nesta sexta-feira (5), uma inspeção na obra de reforma e ampliação da Maternidade Nossa Senhora de Nazareth.

Conforme o promotor de Justiça, Luiz Antônio Araújo, a obra da maternidade é decorrente de convênio federal. O MPRR já questionou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) acerca de eventual paralisação da obra e se há problemas com relação a autorizações administrativas.

Durante a inspeção, a secretária da Pasta, Cecília Lorezon e os engenheiros responsáveis pelo serviço acompanharam a ação.

O promotor verificou que a obra está sendo realizada e que “infelizmente há muito o que fazer”. Além disso, ele afirmou ainda que a conclusão vai além deste ano e já trabalham com a possibilidade de alguns setores do local entrarem em atividade antes do término do serviço.

“A nossa atuação é para que se conclua o serviço e dê uma utilização correta do recurso público, mas também uma forma de atender melhor à sociedade o mais breve possível”, ressaltou.

Dessa forma, Luiz Antônio Araújo também sugeriu a construção de outra maternidade na capital, a fim de atender aos bairros mais distantes do centro. Assim, o órgão público aguarda a resposta da Sesau ao ofício.

“A secretária de saúde esteve na inspeção dessa obra e informou que iria responder aos questionamentos. Com essas informações em mãos, nós agendaremos uma segunda inspeção para verificar se essa obra está atingindo as perspectivas que foram colocadas pelo empreiteiro”, destacou.

Tendas e lonas

A Maternidade Nossa Senhora de Nazareth funciona de forma improvisada sob uma estrutura alugada pelo Governo. Nesse sentido, em agosto do ano passado, a Sesau assinou o contrato de aluguel por R$ 10 milhões por um ano. Em seguida, fez um reajuste de 18% e o aluguel passou a ser cerca de R$ 12 milhões.

Conforme a pasta, o local abrigaria a maternidade e o Hospital Geral de Roraima (HGR). Contudo, em vez do HGR, o governo instalou o Hospital de Retaguarda, fechado em março deste ano.

A Sesau assinou o contrato em agosto, mas apesar disso, transferiu as pacientes da maternidade para o local no dia 5 de junho do ano passado.

Na ocasião, o governador Antonio Denarium (PP) afirmou que a situação duraria apenas cinco meses, enquanto concluía a reforma do prédio. Contudo, um ano depois, a reforma da maternidade continua sem previsão de conclusão.

Alagamentos

Nesta semana a estrutura improvisada da maternidade registrou alagamentos durante as chuvas. Na segunda-feira (1º), imagens mostraram servidores carregando equipamentos pelos corredores.

Além disso, as gestantes também carregavam seus pertences pelos corredores em busca de um local seguro. Na quarta-feira o fato se repetiu.

Em nota, a Sesau disse que os alagamentos não causou danos nos atendimentos, assim como no funcionamento do local.

Errata: a obra de reforma da Ala das Azaleias, de responsabilidade da empresa Face Engenharia foi concluída dentro do prazo previsto. O restante da obra que compete a outra empresa e que está com o cronograma atrasado, é que foi alvo da inspeção do MPRR. Por isso, a foto que ilustra essa matéria foi alterada.

Fonte: Da Redação

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