O Tribunal do Júri condenou Mocélio Pereira Linhares pela Chacina do Cauamé, a 66 anos de prisão pelo crime de homicídio de sete jovens e tentativa de homicídio de outros dois. O crime ocorreu no dia 5 de novembro de 2000, em um balneário do rio Cauamé.
A Justiça considerou Mocélio foragido desde 2019, quando foi preso em São Paulo. Porém, o julgamento ocorreu nesta quinta-feira, 30. Por unanimidade, todos os jurados votaram pela condenação, levando em consideração a quantidade de mortos e a gravidade das lesões físicas aos sobreviventes, fixou-se a pena em 66 anos de reclusão.
Além disso, a Justiça também condenou pelo crime o ex-policial civil, Wellington Gentil. Entretanto, a pena foi de 115 anos de reclusão, cumpridos na Cadeia Pública de Boa Vista. Por outro lado, o caso contou com mais um acusado, o advogado Silvino Lopes, que o Júri Popular decidiu pela absolvição.
Relembre a Chacina do Cauamé
Nove jovens, entre 13 e 21 anos, foram acampar às margens do rio Cauamé, em Boa Vista. Porém, os réus chegaram ao local com arma de fogo e surpreenderam as vítimas, ordenando que deitassem no chão, com os rostos virados para o solo. Em seguida, iniciaram as execuções com revólveres e facas. No total, foram 80 facadas e seis tiros. De acordo com registros, os autores do homicídio agiram de forma premeditada.
Sobre os sobreviventes, um se fingiu de morto, uma jovem conseguiu fugir e um homem a levou até o Pronto Socorro, no Hospital Geral de Roraima (HGR).
Fonte: Da Redação
