Maternidade Nossa Senhora de Nazareth - Foto: Divulgação/Secom-RR
Familiares de uma gestante identificada como Janiele de Souza com quadro de epilepsia e com um coágulo na cabeça, entraram em contato com a reportagem nesta quinta-feira (17) para relatar que parte dos médicos na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth, em Roraima, suspenderam os atendimentos na unidade em razão do atraso em salários.
Conforme o relato de uma parente que não quis ser identificada, a mulher está internada na unidade há três dias e aguarda pelo parto cesárea. É que devido da sua condição condição ela não pode ter dores extremas. Logo, a recomendação médica foi de que, quando completasse 38 semanas de gestação, ocorresse a cesárea. Caso ela entre em trabalho de parto, haveriam riscos de vida, tanto para ela, quanto para o bebê.
Contudo, ao chegar na maternidade, os médicos disseram que só atenderiam casos de emergência. O motivo era o atraso em três meses dos salários.
“Então, falaram que era pra internar e assim ela internou. Só que até agora ninguém fez nada. Todo o dia a gente vai atrás e só tem dois médicos na maternidade. E eles estão dizendo que só farão serviços de emergência. Ou seja, só se ela entrar em colapso. Se ela começar a sentir a dor, ataque epilético, aí eles vão agir”, explicou a familiar.
Além disso, a familiar também ressaltou que Janiele tem laudo que confirma seu quadro de saúde, bem como comprovantes que atestam todo o tratamento que ela fez na gestação. Ela também tem laudos que a encaminham para a necessidade do parto cesárea.
A situação tem gerado aflição tanto para a grávida, quanto para os familiares. Conforme a denunciante, a gestante já passou por uma situação semelhante quando perdeu um bebê.
“A gente se sente muito impotente e sente muito medo. Teme pela vida dela e do bebê. Como família, ficamos de mãos atadas correndo de um lado para o outro pedindo a ajuda de todo mundo, implorando e nada é feito. Ela já está ficando muito ansiosa diante da situação e com medo, pois já esteve antes grávida e perdeu um bebê por conta dessa situação de saúde dela, ou seja, ela já tem um trauma”, explicou.
A reportagem entrou em contato para esclarecimentos sobre o assunto. Por meio de nota, a Secretaria de Saúde (Sesau) negou o atraso de salários dos médicos. Já sobre a gestante, disse que ela está sem contrações, com quadro ‘estável’ e em monitoramento.
Diversas denúncias envolvendo a maternidade chegam à redação. Relatos recentes mostraram a história de três bebês que morreram na unidade por falta de diálise ou uso incorreto de equipamento. A denúncia foi protocolada no Ministério Público de Roraima (MPRR). Do mesmo modo, o documento também foi encaminhado para o Conselho Regional de Medicina (CRM) e à Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).
Fonte: Rádio 93 FM
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