Saúde inicia curso nacional para ampliar o diagnóstico de doenças raras no SUS

A qualificação de profissionais da rede pública visa ampliar o acesso à medicina genômica no Sistema Único de Saúde

Saúde inicia curso nacional para ampliar o diagnóstico de doenças raras no SUS
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Teve início nesta segunda-feira, 3, o curso “Análise Genômica para o Diagnóstico de Doenças Raras Genéticas no SUS”, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz. A iniciativa tem como objetivo qualificar profissionais da rede pública de saúde e fortalecer o acesso ao diagnóstico genético de precisão no Sistema Único de Saúde (SUS).

O curso é destinado a profissionais dos Serviços de Referência em Doenças Raras habilitados pelo SUS, além de médicos geneticistas em atuação. As inscrições ocorreram em julho e resultaram em 70 participantes, que receberam por e-mail o acesso à plataforma de ensino.

Com carga horária de 160 horas, a formação busca ampliar a capacidade técnica das equipes que atuam no atendimento a pessoas com doenças raras. O conteúdo contempla desde os fundamentos das doenças genéticas e da genômica clínica até a análise e interpretação de exames, contribuindo para diagnósticos mais precisos e para a definição de condutas terapêuticas.

Diagnóstico de doenças raras no SUS

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de doença rara. Desse total, aproximadamente 70% dos casos têm origem genética.

Nessas situações, os exames genômicos desempenham papel fundamental ao identificar alterações no DNA responsáveis pelas doenças. Isso então permite confirmar o diagnóstico com maior precisão, orientar o tratamento e oferecer aconselhamento genético às famílias.

Assim, a expectativa é que a qualificação dos profissionais fortaleça os serviços especializados em todo o país. E contribua para ampliar o acesso da população ao diagnóstico precoce.

Curso segue até fevereiro de 2027

Do mesmo modo, a capacitação será entre 3 de agosto de 2026 e 3 de fevereiro de 2027, em ambiente virtual de aprendizagem, com aulas síncronas e assíncronas.

Cada Serviço de Referência em Doenças Raras habilitado pelo SUS pôde indicar um candidato titular, um médico residente e um profissional para cadastro de reserva. Isso conforme os critérios estabelecidos na chamada pública.

Fonte: Da Redação

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