Operação Catrimani II interdita cinco pistas clandestinas na Terra Indígena Yanomami

Houve apreensão de 1.570 litros de combustível, destruição de 19 acampamentos e detenção de cinco pessoas suspeitas de atuação no garimpo ilegal, além de apreensão de materiais e suprimentos, armas e munições

Operação Catrimani II interdita cinco pistas clandestinas na Terra Indígena Yanomami
Foto: Divulgação/Operação Catrimani II

Uma ação Operação Xapiri, interditou cinco pistas de pouso e decolagem clandestinas utilizadas pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima. As atividades ocorreram entre 1o e 15 de abril, na região de Alto Catrimani, com o objetivo de desarticular o fluxo logístico da mineração ilegal.

A operação integra o esforço contínuo do Comando Conjunto Catrimani II, ação interagências envolvendo órgãos de Segurança Pública. Também conta com as Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo do Estado de Roraima.

Os resultados obtidos incluem também a apreensão de 1.570 litros de combustível, destruição de 19 acampamentos e detenção de cinco pessoas suspeitas de atuação no garimpo ilegal.

Houve, também, a apreensão de materiais, suprimentos e equipamentos diversos. Entre eels maquinários, motores, esteiras, balsas, barcos, assim como armas de fogo, munição e celulares.

A Operação incluiu ainda uma Evacuação Aeromédica para atendimento de uma profissional de saúde picada por uma serpente na região de Surucucu.

Para garantir a efetividade e a segurança das ações, a operação contou com seis aeronaves: HM-2 Black Hawk, HM-1 Pantera e HM-4 Jaguar do Exército Brasileiro; H-60 Black Hawk e C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira.

As tripulações das aeronaves utilizaram a tecnologia NVG (Night Vision Goggles), equipamento de visão noturna que permite a execução de missões aéreas em ambientes de baixa luminosidade. Desse modo, garantindo o fator surpresa nas abordagens aos objetivos.

As cinco pistas inutilizadas por militares estavam nas pequenas regiões de Xiriana, Noronha, Capixaba, Quincas e Hélio, na TIY. Para a destruição, utilizaram uma tonelada de explosivos para aberturas de crateras que impedem o pouso e a decolagem de aeronaves. Assim, interrompendo o fluxo de aeronaves que possibilitam o transporte de insumos para a permanência dessas pessoas não autorizadas.

Impacto na proteção da floresta

Conforme a casa de governo, entre março de 2024 e abril de 2026, a Operação gerou um impacto econômico superior a R$ 680,6 milhões às estruturas criminosas de mineração ilegal na TIY até a última atualização. As operações interagências na TIY já resultaram em 9.758 ações realizadas, ou seja, 51.542 abordagens a veículos e pessoas e 361 prisões de pessoas.

Registrou-se ainda a inutilização de 2.145 motores utilizados no garimpo ilegal, 838 acampamentos clandestinos, 80 pistas de pouso ilegais e 51 aeronaves. Além disso, as ações resultaram na apreensão de 249,4 kg de ouro, assim como apreensão e inutilização de aproximadamente uma tonelada de mercúrio. Além de 247 mil litros de óleo diesel.

Ação conjunta

A Operação Catrimani II é uma ação conjunta entre órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas, em coordenação com a Casa de Governo no Estado de Roraima. Desse modo, em cumprimento à Portaria GM-MD N° 5.831, de 20 de dezembro de 2024, que visa agir de modo preventivo e repressivo contra o garimpo ilegal, os ilícitos transfronteiriços e os crimes ambientais na TIY.

Fonte: Da Redação

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