Saiba como iniciar processo de adoção em Roraima

Defensoria Pública orienta e acompanha pessoas interessadas de forma gratuita, desde a habilitação até a conclusão

Saiba como iniciar processo de adoção em Roraima
Procedimento segue as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Foto: CCOM/DPE-RR

A Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR) orienta e acompanha, de forma gratuita, pessoas interessadas em adotar, garantindo apoio jurídico em todas as etapas do processo. No estado, o procedimento é conduzido pela Vara da Infância e da Juventude. Ele segue as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para assegurar ambiente familiar seguro e estruturado.

O primeiro passo para quem deseja adotar é procurar a Defensoria Pública para iniciar o processo de habilitação, caso receba renda de até três salários mínimos. Nessa fase inicial, a pessoa interessada recebe orientações sobre a documentação necessária e sobre as responsabilidades legais envolvidas, antes mesmo de formalizar o pedido.

Logo após a entrega dos documentos, o processo segue com a participação em curso preparatório e avaliação técnica realizada por equipe especializada do Tribunal de Justiça, composta por profissionais como psicólogos e pedagogos. A análise verifica se o pretendente possui condições emocionais, sociais e financeiras para assumir a responsabilidade.

Com a aprovação judicial, o nome do pretendente fica incluído no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, passando a integrar uma fila de espera. Quando há compatibilidade entre o perfil da criança ou adolescente e da família, inicia-se a fase de aproximação e guarda provisória, que pode evoluir para adoção definitiva.

Quem pode adotar?

A legislação permite que qualquer pessoa maior de 18 anos se habilite, independente do estado civil, incluindo pessoas solteiras, casais em união estável ou casamentos, sejam heteroafetivos e homoafetivos. Entre os requisitos, estão a diferença mínima de 16 anos em relação ao adotado, comprovação de estabilidade, assim como apresentação de documentos exigidos pela Justiça.

O defensor Jaime Brasil, que atua na Vara da Infância e da Juventude, ressalta que não é permitido escolher diretamente uma criança em abrigos. Ou seja, é obrigatório passar pelo processo legal de habilitação. Em situações específicas, quando já existe convivência consolidada, pode ocorrer a adoção fora do cadastro, mediante análise judicial. “A Defensoria Pública atua oferecendo orientação e acompanhamento em todas as etapas, garantindo que o processo ocorra de forma segura, gratuita e dentro da legalidade”, frisou.

A instituição reforça que a adoção é uma medida definitiva e irrevogável, exigindo preparo e responsabilidade dos pretendentes. Por isso, a busca por orientação jurídica desde o início é fundamental para garantir a segurança e clareza durante todo o processo.

ATENDIMENTO: Os interessados devem procurar a Defensoria Pública com documentos pessoais e comprovante de residência para iniciar o atendimento e receber as orientações iniciais. Em Boa Vista, na Avenida Sebastião Diniz, nº 1165, Centro. No interior, a DPE-RR está nos municípios de Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Iracema, Mucajaí, São Luiz, Rorainópolis e Pacaraima. O atendimento virtual deve ocorrer pelo Whatsapp (95) 2121-0264. O funcionamento é das 8h às 12h, de segunda à sexta-feira.

Fonte: Da Redação

0
Would love your thoughts, please comment.x