Os alunos da Escola Estadual Antônio Carlos Natalino, no bairro Jóquei Clube, denunciaram a gestora da unidade por aceitar de volta ao ambiente escolar um professor de filosofia que estava afastado acusado de assédio sexual contra uma estudante de 16 anos. O caso foi relatado ao Roraima em Tempo nesta segunda-feira, 27.
De acordo com informações, o fato aconteceu entre setembro e outubro de 2025. À época, o professor teria dado em cima da aluna. “A aluna ficou muito nervosa e chorou bastante”, revelou a denúncia.
Ainda conforme apurado, o docente voltou à unidade escolar no mês de março de 2026, sob a aprovação da gestora que o aceitou. Ao saber, vítima do assédio, chegou a falar com a mulher sobre o caso. Ela pediu o afastamento do docente, contudo ele retornou no colégio como professor auxiliar.
Outros problemas
Além do caso de assédio, a denúncia afirma que os alunos enfrentam diversos problemas na Escola Natalino. Cita, por exemplo, muita sujeira, lama e falta de água nos bebedouros. Disse que somente um funciona, porém a água é quente. “Tem uns 20 dias que os alunos bebem água quente. Tem um bebedouro para 300 alunos de um só turno”, disse.
Também contou que a gestora trata com grosseria pais e alunos. Contou que houve ocasião em que impediu a entrada de pais na escola por estarem de bermuda.
Diante dos problemas apontados dentro da Escola Antônio Carlos Natalino, a denúncia pede providências imediatas.
O que diz a Seed
Por meio de nota, a Secretaria de Educação e Desporto (Seed) informou que o Departamento de Recursos Humanos solicitará à gestão da Escola Estadual Professor Antônio Carlos da Silva Natalino a apresentação imediata do servidor à Secretaria, para a adoção das providências cabíveis.
Esclarece ainda que a unidade de ensino passa por obra de reforma geral e que, devido à chuva da última quarta-feira, 22, houve acúmulo de água e lama nas dependências da unidade, situação que já foi solucionada.
A Seed informa que realizou a aquisição de novos bebedouros para as escolas da rede estadual, com previsão de entrega ainda no primeiro semestre, sendo a unidade citada uma das contempladas.
A secretaria reforça ainda que a gestão da escola permanece à disposição para atendimento de pais e de toda a comunidade escolar.
Quanto à situação envolvendo uma mãe de aluno, destaca que houve um caso pontual de abordagem do porteiro da escola à uma mãe de aluno na última sexta-feira, 24, que não adentrou na escola em razão do traje utilizado. A pasta ressalta que não se trata de prática comum da escola, destacando que a unidade preza pelo atendimento respeitoso, sendo este um caso isolado.
Fonte: Da Redação
