Comerciante morreu no HGR - Foto: Reprodução/Facebook
O comerciante Djalma Alves morreu após ser esfaqueado no bar do qual era proprietário. O crime ocorreu na madrugada desta quinta-feira (25) em Pacaraima, região Norte do estado.
De acordo com a Polícia Militar de Roraima (PMRR), ao atender à ocorrência, os policiais encontraram Djalma caído e com uma perfuração no peito. Conforme a PMRR, testemunhas relataram que presenciaram quando dois infratores atingiram a vítima.
Os criminosos levaram algumas garrafas de bebida do local. Os agentes prestaram socorro ao comerciante e o encaminharam para o Hospital Délio Tupinambá, localizado em Pacaraima.
Contudo, devido à gravidade do ferimento, o médico o encaminhou para o Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista. Djalma recebeu atendimento, mas não resistiu e morreu ainda na madrugada de hoje.
Os militares realizaram buscas, no entanto ainda não conseguiram localizar os suspeitos. Em seguida, apresentaram o caso na Delegacia de Pacaraima.
Nas redes sociais, a Prefeitura de Pacaraima se manifestou sobre o ocorrido e lamentou a morte do comerciante. “Que Deus conforte todos para que possam enfrentar esta imensurável perda”.
Além disso, a Câmara de Vereadores do munícipio também se pronunciou e prestou condolências aos familiares e amigos de Djalma.
Com o crescimento populacional em Pacaraima devido ao fluxo imigratório, o número de furtos e roubo aumentaram. Em outubro deste ano, moradores do munícipio relataram ao Roraima em Tempo a insegurança causada pela falta de fiscalização.
À época, de acordo com o delegado da Polícia Civil, Francisco Araújo, a delegacia da cidade registrava por semana ao menos três casos de ocorrência de roubo, furto e violência contra a mulher.
O delegado atribuiu o problema à falta de equipes por tempo integral na fronteira. Conforme Araújo, alguns migrantes entram a pé na cidade, não apresentam antecedentes criminais, praticam os crimes e voltam para a Venezuela.
Em março de 2020, o Governo Federal proibiu o fluxo entre Brasil e Venezuela por conta da pandemia da Covid-19. Contudo, em julho deste ano, a União voltou a autorizar a entrada de refugiados venezuelanos através de Pacaraima.
De acordo com a Casa Civil, a decisão foi tomada para continuar o processo de interiorização dos imigrantes, já que o processo de regularização deixou de ser feito com o fechamento da fronteira.
Assim, o número de venezuelanos em busca de documentação aumentou na fronteira entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén. Como resultado, houve um crescimento da população em situação de rua no município ao Norte de Roraima.
Conforme a Organização Internacional para as Migrações (OIM), só em agosto o números de desabrigados chegava a 4.015. Já em setembro, o crescimento foi de 5,2%, com 4.225 refugiados em situação de rua.
Fonte: Da Redação
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