Um homem, de 29 anos, foi preso em flagrante, suspeito de confeccionar e vender cerca atestados médicos falsificados por R$ 40 casa, em Boa Vista. A Polícia Civil de Roraima (PCRR) realizou a prisão nesta quinta-feira, 6. Junto com ele, a equipe apreendeu 20 atestados preenchidos, formulários em branco, além de materiais utilizados na falsificação dos documentos.
Representantes de uma empresa procuraram a Polícia Civil após perceberem um aumento significativo no número de funcionários que passaram a apresentar atestados médicos. Os documentos supostamente estavam sendo emitidos pelo mesmo profissional. A situação despertou suspeitas quanto à autenticidade dos documentos e motivou a comunicação imediata à Polícia Civil.
Conforme a delegada, após receber a denúncia, a equipe de investigação organizou uma ação para acompanhar a entrega de um novo atestado previamente negociado. Logo após o repasse do documento, os investigadores abordaram o suspeito. Em seguida, efetuaram a prisão em flagrante.
Durante as buscas na residência do homem, no bairro Cidade Satélite, a equipe policial apreendeu os atestados médicos já preenchidos. Contendo nomes de supostos pacientes, datas, períodos de afastamento, assinatura, carimbo e número de registro profissional (CRM) de um médico. Utilizados de forma fraudulenta. Também localizaram formulários impressos em branco, prontos para preenchimento, além de diversos medicamentos. A polícia vai apurar a origem, procedência e regularidade da posse em procedimento específico.
Como acontecia
Conforme a delegada Ana Paula Barbosa, o próprio suspeito preenchia os formulários. Ele imprimia modelos semelhantes aos utilizados por unidades de saúde e realizava manualmente o preenchimento das informações falsas. Ele confessou a prática criminosa. Afirmou que comercializava os atestados falsificados havia aproximadamente três anos, cobrava R$ 40 por documento, assim como possuía uma clientela reduzida.
A delegada ressaltou que, até o momento, o médico é considerado vítima da fraude. Não há, até o momento, qualquer indício de participação do profissional na prática criminosa.
As diligências irão continuar para identificar toda a extensão do esquema criminoso, inclusive dos funcionários que adquiriram e utilizaram os atestados falsificados. “Caso fique comprovado que tinham conhecimento da falsidade dos documentos, poderão responder pelo crime de uso de documento falso”, afirmou a delegada.
Fonte: Da Redação

