Política

Deputado diz que vai trabalhar para cassar mandato de Jalser

O deputado Nilton Sinpol (Patriota) disse que vai trabalhar para cassar o mandato de Jalser Renier (SD).

A declaração foi dada ontem (4) após a Assembleia Legislativa manter a prisão do parlamentar por suspeita de mandar sequestrar e torturar o jornalista Romano dos Anjos. Contudo, Jalser nega participação.

Veja quem votou na sessão

Nilton falou que as provas coletadas pela Polícia Civil, bem como pelo Ministério Público (MPRR) o convenceram da “autoria e materialidade” de Jalser Renier.

“Vamos trabalhar para que o deputado Jalser Renier tenha o mandato dele cassado e seja extirpado do seio da convivência com os demais parlamentares da Assembleia Legislativa do estado de Roraima”, declarou Nilton.

De acordo com o parlamentar, que é policial civil, está à frente da Corregedoria da Assembleia. Ele explicou que o processo de cassação precisa ser provocada para iniciar os trâmites.

“Estamos tranquilos. Se provocados, vamos fazer as formalidades e levar à frente esse processo de cassação. A população está acompanhando individualmente o trabalho de cada deputado”, finalizou.

Decisão da Assembleia

Por unanimidade, os 17 deputados presentes na sessão extraordinária de ontem votaram por manter a prisão preventiva do político.

A ordem para prender Jalser partiu da juíza Graciete Sotto Mayor, no dia 1º de outubro. Ele foi preso no escritório dele, localizado no bairro Canarinho, em Boa Vista.

Em seguida, o caso foi levado para Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Logo depois, o relator, Coronel Chagas (PRTB), disse que prisão não era ilegal e votou por deixar Jalser preso. De acordo com Chagas, a “imunidade não é um privilégio”.

“A imunidade não pode se tornar um privilégio pessoal ou escudo para subtrair o mandatário”, falou.

Relembre a prisão

Jalser está preso no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG). A prisão ocorreu na segunda fase da Operação Pulitzer, feita pelo MPRR com a participação das Polícias Civil e Militar (PM).

Conforme o inquérito, Jalser chefiava na Assembleia uma organização criminosa responsável pelo crime contra o apresentador.

Além disso, um dos militares presos fez um convite para outro policial. Ele falou que Jalser havia ordenado um “recado” ao jornalista.

Também consta no inquérito que Jalser ligou para o delegado-geral Herbert Amorim para reclamar da investigação, ameaçou de morte o governador Antonio Denarium (PP), bem como usava o aparto da Casa para espionar adversários.

Leia detalhes do envolvimento de Jalser

Por Redação

Josué Ferreira

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