Política

Lei autoriza pagamento a servidores de benefícios congelados na pandemia

O presidente Lula sancionou a Lei Complementar 226, que autoriza os estados, o Distrito Federal e os municípios a pagarem para servidores, retroativamente, direitos remuneratórios congelados durante a pandemia de covid-19.

O texto trata de benefícios como anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e mecanismos equivalentes, sem transferência de encargos a outro ente. Assim, os pagamentos referem-se ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. Os municípios pagarão os benefícios desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública devido à pandemia da covid-19 na época e conte com orçamento disponível.

A norma teve origem em projeto de lei complementar da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). O Senado aprovou o PLP 143/2020 no final de dezembro de 2025 com relatório favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR). 

Durante a votação da matéria no Plenário, Arns esclareceu que a medida não traz qualquer criação de despesa a mais porque. Segundo ele, o valor já estaria previsto no Orçamento. 

— Não há qualquer criação de despesa a mais, não há impacto, porque tudo isso estava previsto (…). É um critério de justiça descongelar oficialmente [os pagamentos], porque descongelado extraoficialmente já acontece pelo Brasil inteiro; 24 estados já descongelaram, já têm essa possibilidade. (…) Basicamente, é o pessoal da educação que está aguardando essa iniciativa para que tenha direito — disse Arns na ocasião. 

Contenção de gasto público

De acordo com Flávio Arns, a Lei Complementar 173, de 2020, impôs restrições à contagem de tempo para vantagens, com o objetivo de conter gastos públicos durante a crise. Entretanto, diz ele, essas restrições, embora justificadas naquele contexto emergencial, acabaram produzindo prejuízos duradouros aos servidores que continuaram exercendo suas funções, muitas vezes em condições mais difíceis, sem que pudessem usufruir dos direitos que normalmente decorreriam do tempo de serviço. 

A nova lei “restabelecer esse equilíbrio, reconhecendo o esforço e o trabalho prestado, sem romper com a lógica de responsabilidade fiscal”, diz Arns em seu  relatório. 

Segundo ele, a mudança não cria despesas obrigatórias ou automáticas para os entes federados. Porém, apenas possibilita o pagamento de retroativos se houver demonstração de impacto financeiro e respeito aos limites de despesa com pessoal. 

O senador alterou o texto original do projeto para substituir a expressão “a servidores públicos” para “ao quadro de pessoal”. Ou seja: a mudança valerá para os servidores públicos efetivos e para os empregados públicos contratados por meio da CLT. 

Fonte: Agência Senado

Tiago Côrtes

Recent Posts

Presente em Roraima, Sicredi consolida posição entre no ranking da Forbes em 2026

Com base na percepção de mais de 54 mil clientes globalmente, o ranking destacou a…

10 horas ago

Financiamento de veículos cresce 12,8% no trimestre

Balanço da B3 marca melhor desempenho para 1º trimestre desde 2008

11 horas ago

Vereador de Caracaraí agride repórter com soco após questionado sobre redutor de velocidade, diz denúncia

Jovem teve um corte acima da sobrancelha e precisou levar dois pontos. Ele afirmou que…

12 horas ago

Presença que protege: Ronda Escolar garante tranquilidade nas escolas de Boa Vista

Com um efetivo de 11 agentes, o grupamento atua de forma preventiva em todas as…

13 horas ago

É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?

Gastos com educação e saúde garantem dedução no imposto

14 horas ago

Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratar diabetes

Expectativa é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados ao ano

15 horas ago