Nova lei reduz limite de chumbo permitido em tintas comercializadas no Brasil

A restrição entrará em vigor 12 meses após a publicação da lei. Produtos fabricados, importados ou com processo de importação iniciado antes dessa data ficam excluídos da nova regra

Nova lei reduz limite de chumbo permitido em tintas comercializadas no Brasil
Foto: Divulgação / Pedro França/Agência Senado

A fabricação e a comercialização de tintas no Brasil passarão a seguir um novo limite para a presença de chumbo na composição dos produtos. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei determina que tintas e materiais similares de revestimento, como primers e seladores, não poderão conter concentração igual ou superior a 90 PPM (partes por milhão) de chumbo.

A nova legislação prevê exceções para algumas tintas de uso industrial e marítimo. Nesses casos, a concentração máxima permitida poderá chegar a 600 PPM, como ocorre em produtos utilizados para prevenção de ferrugem ou para impedir a fixação de organismos em embarcações. Além disso, fabricantes e importadores que descumprirem os limites estabelecidos estarão sujeitos a penalidades, como notificação, apreensão dos produtos e multa equivalente ao valor da mercadoria apreendida.

A restrição entrará em vigor 12 meses após a publicação da lei. Entretanto, os produtos fabricados, importados ou com processo de importação iniciado antes desse prazo não serão atingidos pela nova regra. Ao mesmo tempo, a legislação revoga a Lei 11.762/2008, que permitia concentração máxima de 600 PPM de chumbo em tintas imobiliárias, de uso infantil e escolar, vernizes e outros materiais de revestimento.

Origem

A lei teve origem no Projeto de Lei (PL) 3.428/2023, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). No Senado, a proposta foi aprovada em abril pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). Bem como pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com relatoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE).

No parecer, o relator destacou que a redução do limite de chumbo contribui para diminuir uma importante fonte de exposição ao metal tóxico. Isso especialmente entre crianças, gestantes e outros grupos mais vulneráveis. Além disso, segundo ele, a medida aproxima a legislação brasileira dos padrões internacionais de proteção à saúde.

“A redução do teor máximo permitido de chumbo em tintas e materiais similares previne a ocorrência do dano. O que diminui a presença de fonte evitável de exposição no ambiente cotidiano”, ressaltou o senador.

Fonte: Agência Senado

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