Presidente da Assembleia Legislativa deve assumir como governador interino ainda nesta quinta-feira, 30

Medida ocorre após a oficialização da cassação da chapa eleita em 2022 pelo TSE

Presidente da Assembleia Legislativa deve assumir como governador interino ainda nesta quinta-feira, 30
Deputado estadual Soldado Sampaio (Republicanos) – Foto: Divulgação/ALE-RR

O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Soldado Sampaio (Republicanos), deve tomar posse ainda nesta quinta-feira, 30, após a oficialização da cassação da chapa eleita em 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A medida ocorre em razão da vacância nos cargos de governador e vice-governador, confirmada hoje com a proclamação do resultado do julgamento que afastou Edilson Damião e deixou Antonio Denarium inelegível até 2030.

Sampaio deve permanecer no comando do Executivo até uma eleição suplementar definir o novo governador. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) será consultado pelo TSE quanto a realização do pleito.

Em nota, o parlamentar disse que recebeu “com serenidade” a decisão da Corte. Ele afirmou que cumprirá o que determina a Constituição de Roraima, conduzindo o Executivo Estadual até a realização das eleições suplementares.

“Nossa prioridade é garantir estabilidade institucional, continuidade dos serviços públicos, tranquilidade à população e aos servidores públicos. Roraima pode confiar que todos os passos serão dados com bom senso, diálogo e absoluto respeito às leis”, concluiu o deputado.

Entenda

A cassação da chapa eleita ao Governo de Roraima em 2022 tem como base uma série de decisões da Justiça Eleitoral que apontaram abuso de poder político e econômico durante as eleições daquele ano.

Conforme a Ação de Investigação Judicial (Aije), o então governador Antonio Denarium usou a estrutura do governo e recursos públicos para influenciar o resultado do pleito. O então vice, Edilson Damião, também foi atingido pelas decisões.

Ao todo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) cassou a chapa quatro vezes, sob acusação de compra de votos. Os políticos recorreram da decisão estadual e, dessa forma, levaram o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou o entendimento da instância estadual.

De acordo com os processos, o então governador Denarium criou e ampliou programas sociais em período vedado pela legislação eleitoral com o objetivo de obter vantagem na disputa.

Entre as medidas apontadas estão a distribuição de cestas básicas, concessão de cartões de crédito mensal de R$ 200, assim como reformas de moradias. Além disso, ele enviou R$ 70 milhões para os municípios onde os prefeitos declararam apoio à base governista, sob a justificativa de chuvas no interior.

A Justiça Eleitoral considerou os programas como o “Cesta da Família” e o “Morar Melhor” irregulares, já que a instituição deles aconteceu no próprio ano eleitoral. A legislação exige a antecedência de um ano.

Já o repasse milionário aos municípios ocorreu em junho de 2022, a pouco mais de dois meses das eleições. Conforme a investigação, Denarium enviou os recursos a cidades atingidas por chuvas cujos prefeitos haviam declarado apoio à reeleição do então governador.

Para a Justiça Eleitoral, o conjunto dessas ações comprometeu a igualdade de condições entre os candidatos, caracterizando desequilíbrio do pleito.

As irregularidades resultaram nas quatro cassações da chapa.

Fonte: Da Redação

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