Faltam regras na exposição de policiais fardados nas redes sociais, aponta relatório

Relatório do Instituto Sou da Paz recomenda regras que proíbam o uso da farda em conteúdos da internet para a promoção pessoal dos agentes

Faltam regras na exposição de policiais fardados nas redes sociais, aponta relatório
Foto: Divulgação PM-ES

Caracaraí

Um vereador do município de Caracaraí, foi acusado de agressão física contra um repórter de uma página de notícias local. Em vídeo, o jovem identificado como Neto de Caprio, relatou que teve um corte acima da sobrancelha e precisou levar dois pontos no ferimento. Conforme a vítima, a agressão ocorreu após questionar o parlamentar sobre os redutores de velocidade em frente a Escola Municipal Manoel Ferreira. O homem cobrou as autoridades sobre providências contra o parlamentar.

Eleições 2026

A Advocacia-Geral da União (AGU) lançou uma cartilha com orientações aos agentes públicos durante as eleições 2026.  Eles não devem divulgar ou contribuir para a disseminação de notícias falsas, sob risco de serem punidos por abuso de poder político e econômico. Também não podem usar bens ou serviços públicos para favorecer a qualquer candidatura. O que, no caso dos que ocupam cargos eletivos, inclui transformar eventos oficiais em atos de campanha, dos quais, aliás, só podem participar fora do horário de trabalho. Fica aqui o registro.

“Policiais influenciadores”

Um estudo divulgado pelo Instituto Sou da Paz, aponta que apenas 38 de 56 corporações policiais estudadas no país, têm algum tipo de regulação sobre o uso de redes sociais pelos agentes. Além disso, algumas corporações não possuem qualquer norma específica sobre o tema, como é o caso de Roraima. O estudo identificou uma tendência: existem policiais populares nas redes sociais pela divulgação informal de ocorrências, confrontos armados e transgressões disciplinares. Isso algumas vezes, com apologia à violência ou discurso de ódio. O fenômeno tem reflexo também nas eleições. Os deputados federais vindos das forças de segurança saltaram de 4, em 2010, para 42 em 2018. De acordo com o Instituto de Estudos Socioeconômicos, em 2022, pelo menos 84 eleitos com termos militares ou das forças de segurança se elegeram.

Da Redação

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