No HGR escorre sangue, na maternidade tem tapuru e a Caer joga dejetos nas casas

A realidade de quem precisa dos serviços da Maternidade Estadual, do Hospital Geral e da Companhia de Águas e Esgotos em Roraima tem sido cada dia mais difícil

No HGR escorre sangue, na maternidade tem tapuru e a Caer joga dejetos nas casas
Máquina com larvas (tapurus) – Foto: Arquivo

Sangue no HGR

Parece brincadeira, mas é a realidade do roraimenses nos últimos dias no HGR, Maternidade e Caer. Quem precisa dos serviços públicos estaduais não tem para onde fugir. As notícias são estarrecedoras. Primeiramente, sangue e outras secreções escorreram pelo teto do HGR. Um prédio novo, inaugurado em março deste ano. O que coloca em risco a saúde de quem trabalha no local. Pois, depois de investigar, o MP Estadual constatou que se tratava de material contaminado. Quando alguém se coloca no lugar daqueles que ali trabalham, aí sim é que se imagina o risco de estar em um lugar insalubre assim. Uma fonte desta coluna garantiu que o terreno onde o Governo construiu aquele prédio não é adequado para tamanha estrutura. Mais um risco aí.

Tapuru na Maternidade

Não bastasse os momentos de terror que vivem os pacientes e servidores das unidades de saúde estaduais, agora a notícia nova é sobre tapurus na máquina de fazer comida da maternidade. Notícia triste, por sinal. Um denunciante indignado procurou a redação deste portal para repassar sua revolta. Conforme ele, as larvas na máquina serra fita são por falta de higiene adequada. Por outro lado, o governo disse que fiscaliza a alimentação fornecidas às pacientes. E, do mesmo modo, negou que tenha serra fita na maternidade.

Dejetos

Não é notícia dos últimos dias porque é recorrente. As denúncias de esgoto que voltam para as residências de clientes da Caer são praticamente diárias. Se o cidadão para para avaliar, vai chegar à conclusão de que a gestão da Caer nunca foi tão ruim. Nunca teve tanto histórico de esgoto nas casas das pessoas. Mas há quem diga que está tudo lindo. Pelo menos é o que passa na televisão e nas redes sociais, assim como mostram na maternidade e no HGR.

Insegurança

A rádio 93 FM divulgou nesta quinta-feira (1º) um número alarmante sobre violência em Roraima. É que os dados do Fórum Nacional de Segurança Pública mostram que casos de furto e roubo cresceram mais de 100% no estado. É preocupante o quanto a insegurança tem tomado de conta das ruas. Outro dado do Fórum é que também teve aumento no número de crimes violentos. Por outro lado, para piorar ainda mais, Roraima ficou em último lugar em transparência no repasse de informações sobre segurança pública. O que pode ser ainda pior, pois essa ineficiência pode esconder números ainda maiores. E reflete também a falta de investimento do Governo no setor.

Campanha do bater 1

Grande parte dos políticos de Roraima sempre tiveram o hábito de disputar eleições atacando os concorrentes. Por sinal, um costume bem feio. Mas acontece que este ano isso está mais forte. E observa-se que o grande alvo dessa vez são os candidatos do MDB ao Governo, Teresa Surita e Romero Jucá. Talvez seja porque ela sempre teve uma aprovação muito alta nas gestões como prefeita de Boa Vista. E, assim, causa insegurança nos adversários. Ontem (1º), todos os cinco candidatos ao Governo participaram de um evento na Fier. Contudo, apenas Teresa e Fábio Almeida não atacaram os ‘rivais’.  Em contrapartida, Denarium atacou Teresa e Rudson leite atacou Denarium. E, em compensação, todos criticaram a atual gestão do Governo.

Campanha do bater 2

A estratégia de bater em outro político também de estende a candidatos ao cargo de senador e de deputados. Hiran Gonçalves, por exemplo, tira grande parte de seu horário no rádio e TV para atacar Romero Jucá, seu maior adversário. E enquanto isso, Telmário Mota ataca Hiran. Outro que está usando essa péssima estratégia e Jorge Everton. Candidato à reeleição pela segunda vez, o deputado usa como forma de convencer a os eleitores a votarem nele, críticas ao ex-deputado Jalser Renier. E olha que Jalser nem mandato tem mais. Nesse caso, é o velho ditado de “bater em cachorro morto”.

“Nunca tive inimigo político”

Durante a participação no evento da Fier, Denarium aproveitou o precioso momento de apresentar propostas para o setor industrial para acusar Teresa. Dessa forma, nas entrelinhas, ele disse que a prefeitura de Boa Vista não fez isso ou aquilo. Depois afirmou que não tem inimigo político. E isso, justo depois de ser condenado a pagar multa de R$ 5 mil por atacar Teresa pelo seu WhatsApp pessoal. As imputações feitas a ela são tão ofensivas, que nem vale a pena descrever aqui.

Perguntas:

  • Até quando os pacientes sofrerão humilhação nas unidades de saúde do Estado?
  • Por que políticos focam em ‘bater’ em outros em vez de mostrarem propostas?
  • Os eleitores aprovam esse tipo de estratégia de atacar adversários?

 

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