Pretensa candidata, esposa de Hiran já teve que devolver aos cofres públicos dinheiro recebido ilegalmente

Gerlane Baccarin firmou acordo para evitar que Ministério Público levasse adianta na Justiça uma ação de improbidade administrativa

Pretensa candidata, esposa de Hiran já teve que devolver aos cofres públicos dinheiro recebido ilegalmente
Gerlane Baccarin e Hiran Gonçalves – Foto: Reprodução/Instagram/Gerlane Baccarim

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Gerlane Baccarin, esposa do senador Hiran Gonçalves, tanto articulou que acabou tendo o nome lançado como candidata a vice-governadora durante a convenção do PL. O detalhe é que, ao que tudo indica, o anúncio não agradou sequer o próprio pré-candidato ao Governo, Arthur Henrique. Após a repercussão, o diretório estadual do partido divulgou uma nota esclarecendo que a indicação, na verdade, refletia a preferência de Flávio Bolsonaro e que em breve, haveria a divulgação do escolhido ou escolhida de fato. Nos bastidores da política, porém, a informação que circulou durante meses era de que Gerlane e Hiran corriam da sala para a cozinha em busca de espaço em uma chapa majoritária. As ‘armadilhas’ impostas pelo casal, conforme revelam fontes próximas, já estão vexaminosas.

Crime administrativo 1

A insistência de Gerlane Baccarin em permanecer na política não parece de um interesse genuíno em representar a população. No governo, por exemplo, ela ocupou cargo de primeiro escalão desde que seu marido virou deputado. E em 2021, assumiu a Secretaria de Representação de Roraima em Brasília com um “gordo” salário. No entanto, a cobiça acabou cobrando um preço: Gerlane teve de devolver R$ 114 mil aos cofres públicos após receber, de forma irregular, valores públicos por dois cargos por quase dois anos.

Crime administrativo 2

As investigações começaram no Ministério Público Federal (MPF), que posteriormente remeteu o caso ao Ministério Público de Roraima (MPRR). Em dezembro de 2020, o órgão ajuizou uma ação por improbidade administrativa. Para evitar o prosseguimento do processo, Gerlane firmou um acordo com o MPRR, homologado pelo juiz Luiz Alberto de Morais Júnior, comprometendo-se a ressarcir os R$ 114 mil aos cofres públicos.

Questão moral

Gerlane Baccarin pode até  não ter condenações que a impeçam de disputar eleições. No entanto, isso não elimina os critérios morais que devem nortear a escolha de quem pretende compor uma chapa para administrar todo um estado e representar todo um povo. A ação de improbidade administrativa, é um episódio que inevitavelmente levanta vários questionamentos sobre os princípios e a conduta esperada de um gestor público. Afinal, quem pretende governar precisa inspirar confiança não apenas pela situação eleitoral, mas também pelo histórico de sua atuação na administração pública, o que nem Gerlane e nem o marido senador foram capazes de sustentar.

Gerlane recebeu dinheiro de forma irregular por quase dois anos e quando o caso veio a público, culpou servidores da Segad. Mas vamos, venhamos e convenhamos: ela recebeu, devolveu e ocaso ficou resolvido. Mas fica o questionamento: isso apaga o ato ilegal cometido?

Da Redação

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