Fachada do Bloco E HGR/Foto: Gabriel Cavalcante/Roraima em Tempo
Após ficar um mês internada no Hospital Geral de Roraima (HGR) para uma cirurgia, Deiziane Garcia Alencar, recebeu alta nesta sexta-feira (17) sem a realização do procedimento.
A mulher é de Amajari, interior do estado. Ela deu entrada na unidade em 19 de fevereiro com uma crise na vesícula. Por conta de uma pedra que se deslocou do órgão, a paciente então precisou realizar um procedimento para a retirada.
“Eu fiz esse procedimento quarta-feira [15] para tirar a pedra. E aí [a equipe do HGR] falou que logo em seguida seria marcada a minha cirurgia”, relatou Deiziane.
Hoje, a mulher recebeu a notícia de que a empresa responsável pelas cirurgias eletivas na unidade não faziam procedimentos em pacientes internados. Dessa forma, os únicos aptos para tal seriam os encaminhados do Coronel Mota para o HGR.
“Ou seja, estou quase um mês internada e vou sair sem fazer minha cirurgia porque eles não estão aceitando fazer cirurgia em quem está internado […] Eles me deram um encaminhamento para eu ir procurar o Coronel Mota e marcar minha cirurgia”, disse.
Deiziane explicou ainda que outros pacientes também passaram pela mesma situação, como é o caso de Bernardo Alves da Rocha, de 70 anos. Da mesma forma, ele também sofre com um problema na vesícula e estava internado desde o dia 5 de março. O filho do idoso então pede resposta do Governo do Estado.
“Estão querendo dar alta para o meu pai. É a segunda vez que dão alta e não querem fazer a cirurgia do meu pai. Eu quero saber das autoridades o que está acontecendo […] A gente quer uma resposta das autoridades para saber se o que o Antonio Denarium falou que está operando ou se é pura mentira”, ressaltou.
Bernardo Alves sente como se tivesse sido expulso do hospital. Ele também é do interior de Roraima e aguardava por uma cirurgia até então.
“Não estou com saúde. Vim do interior e cheguei nesse HGR, fiz todos os exames para ser feita a cirurgia. Recebi alta e essa alta, eu não recebo como alta, eu estou é expulso do hospital. Estou expulso como muitas pessoas”, lamentou.
Além disso, ele aproveitou a oportunidade para reclamar da alimentação servida na unidade. “Aquilo não é comida de gente. Tudo passado, tudo azedo, liso. Isso não é refeição para ninguém não, nem para doente”, falou.
Em nota, a Sesau informou que todos os pacientes internados na unidade passarão por procedimento cirúrgico, respeitando os critérios de prioridade. Além disso, informou que a cirurgia de vesícula só não é realizada nos casos em que o paciente não possua critério clínico para se submeter ao procedimento.
Fonte: Da Redação
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