Segundo OIM, preocupação cresceu após reabertura da fronteira - Foto: Yara Walker/Roraima em Tempo
O Ministério da Saúde “está preocupado” em vacinar contra a Covid-19 os venezuelanos em situação de rua em Roraima.
A informação consta em uma ata de reunião entre a Operação Acolhida e organizações de apoio humanitário que atuam no estado. O encontro tratou sobre a população venezuelana fora dos abrigos em Roraima.
Conforme a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a preocupação em vacinar as pessoas que vivem nas ruas ocorreu após a reabertura da fronteira, no fim de junho.
Desde então, diariamente, mais de 600 estrangeiros se inscrevem na lista de regularização migratória em Pacaraima, Norte do estado.
“Isso aumenta a população em situação de rua, vulnerabilidade, situações de conflitos ou culpabilização dos migrantes sobre situações precárias na cidade. O Ministério da Saúde está preocupado em vacinar todas essas pessoas em relação ao Covid-19”, diz a OIM.
De acordo com dados da Operação Acolhida, até o dia 23 de setembro havia 8.734 venezuelanos atendidos nos 14 abrigos de Roraima.
Já conforme um levantamento da OIM, divulgado no dia 13 de setembro, mais de 5 mil imigrantes estão fora dos abrigos.
Contudo, conforme o Médico Sem Fronteiras (MSF), diz que ainda existe “resistência à vacina em Boa Vista, Pacaraima e outros municípios”.
Dessa forma, o MSF tem combatido as desinformações sobre os imunizantes para avançar a vacinação entre os grupos vulneráveis.
A preocupação em vacinar a população de rua também é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Em julho deste ano, a Pasta pediu mais 9.291 vacinas do Ministério Saúde para imunizar este público. A ideia é vacinar esse público separadamente.
À época, a Sesau disse que o número estimado no Plano de Operacionalização de Vacinação do ministério era inferior à realidade, já que a fronteira foi reaberta pelo Governo Federal no dia 24 de junho.
Com isso, o fluxo migratório se intensificou e centenas de venezuelanos improvisaram acampamentos na fronteira entre Pacaraima.
O Roraima em Tempo entrou em contato com o Ministério da Saúde, Governo de Roraima, e as prefeituras de Boa Vista e Pacaraima, mas ainda não recebeu resposta sobre o diálogo para vacinar essa população.
Por Samantha Rufino
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