A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério das Mulheres enviaram nesta quarta-feira, 25 ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) um pedido de investigação da conduta do desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O magistrado absolveu um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos. A mãe da menina teria sido conivente com o crime.

Na manifestação, a AGU disse que a decisão da 9ª Câmara Criminal, , afronta a Constituição, assim como o Estatuto da Criança do Adolescente (ECA). Ela se baseou no voto do desembargador Magid Nauef Láuar
“A interpretação de suposta formação de núcleo familiar é incabível diante de todo o sistema jurídico protetivo pátrio das crianças e adolescentes. Não se trata de relação de afeto, de família, mas sim de relação de exploração sexual”, argumentou o órgão.
Recuo
Mais cedo, diante da repercussão do caso, o desembargador proferiu uma decisão individual e restabeleceu a decisão de primeira instância que condenou o homem e a mãe da adolescente. O magistrado também determinou a prisão dos acusados.
Fonte: Agência Brasil

