Cidades

Ribeirinhos do Baixo Rio Branco denunciam ‘perseguição’ do governo

Ribeirinhos do Baixo Rio Branco denunciaram nas redes sociais que estão sendo perseguidos pelo governo. Em uma série de vídeos que circulou no fim de semana, vários funcionários de uma empresa de pesca esportiva relatam que receberam notificação de crime ambiental.

De acordo com as publicações, fiscais da Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) lacraram barcos e confiscaram motores.

Uma das publicações relata ainda que o interesse da Fundação é beneficiar apenas duas empresas que atuam no mesmo ramo na região.

“Tudo para que apenas duas empresas atuem no mercado de pesca esportiva. Centenas de famílias que vivem dessa atividade há mais de 15 anos também estão sendo tratadas como bandidos”, diz a publicação.

Outro caso

O dono da empresa onde trabalham os guias autuados, Jucelino Prado, já havia denunciado ao Roraima em Tempo que estava sofrendo perseguição da Femarh. Na ocasião, ele revelou que já renova a licença ambiental há cerca de 20 anos, mas este ano o então presidente, Ionilson Sampaio, indeferiu o documento.

Conforme Jucelino, todo o processo ocorreu dentro do esperado na Fundação. A licença teve, inclusive, a assinatura do diretor de Licenciamento (veja imagem abaixo). Contudo ao receber o documento, Ionilson se negou a assinar.

Departamento responsável aprovou e emitiu a licença, mas presidente da Femarh não assinou o documento – Foto: Arquivo pessoal

Conselho de Meio Ambiente

Após tomar conhecimento da situação, o Conselho Estadual de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Cemact) resolveu convocar uma reunião. De acordo com Ricardo Mattos, membro do Conselho, o encontro deve ocorrer em caráter de urgência. No máximo até a próxima quinta-feira (11).

“O que nós estamos pedindo é exatamente uma reunião para que a Femarh apresente a documentação que eles têm lá para o contraditório e que seja apresentada a questão dos ribeirinhos e o que eles têm de documento”, disse Mattos.

Citada

A redação procurou a Femarh para saber o posicionamento e aguarda resposta.

Por Rosi Martins

Rosi Martins

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