A fobia social é um dos tipos de ansiedade, a qual também é conhecida como Transtorno de Ansiedade Social – TAS. Trata-se de um distúrbio mental crônico caracterizado por medo intenso e irracional de situações sociais, onde a pessoa teme ser julgada, humilhada ou rejeitada.
Esse tipo de ansiedade social não deve ser confundida com timidez, senão vejamos: na fobia social a pessoa passa a evitar o contato social, causando prejuízos no trabalho ou estudos, onde apresenta sintomas físicos claros como taquicardia, tremores e ruborização. Já na timidez, a pessoa passa a ter limitações significativas na vida pessoal e profissional, onde em alguns casos pode apresentar sintomas físicos como palpitações, tremores e rubor.
É comum que nos preocupemos com as variadas situações sociais que se apresentam cotidianamente, no entanto, uma pessoa com fobia social, essa preocupação se torna excessiva, onde passa a sofrer por antecipação antes mesmo que o evento social aconteça, assim como, após tais eventos.
Esse desconforto é tão intenso que a pessoa chega a evitar até em sair de sua casa, ou mesmo, se expor a novos eventos. Essa evitação do convívio social com outras pessoas, se dá pelo medo de que esteja sendo observada e reprovada pelas demais pessoas.
Um dado preocupante levantado pela Associação Brasileira de Psiquiatria, revela que “apenas de 4% a 5,6% dos pacientes com TAS são corretamente identificados”, posto que, geralmente pessoas com fobia social podem apresentar outros problemas de saúde mental, como depressão, transtorno de ansiedade generalizada ou transtorno do pânico.
Dentre as principais sintomatologias apresentadas por uma pessoa com fobia social está o medo de interagir com outras pessoas, evitando de conversar com estranhos, falar em público, comer perto de pessoas ou ser o centro das atenções; comportamento esquivo, para evitar situações sociais, festas, reuniões e, até mesmo, atividades cotidianas como ir à shoppings, supermercados, conversar com atendentes, etc., tudo para evitar o constrangimento.
Dentre os sintomas físicos estão a sudorese intensa, tremores, voz trêmula, rubor (vermelhidão no rosto), enjoo ou sensação de desmaio. Por fim, a ansiedade antecipatória que é o sofrimento intenso antes mesmo de o evento social ocorrer, assim como, análise exagerada de falhas na interação após o evento.
De acordo com estudos já divulgados, o início da fobia social frequentemente começa ainda na adolescência, mas pode ocorrer na infância ou fase adulta jovem, tendo como “gatilhos” as experiências traumáticas como bullying, rejeição, educação rigorosa ou mesmo, fatores genéticos. Os efeitos também são observados no cérebro de quem sofre de fobia social, onde as chamadas amígdalas cerebelares (ou tonsilas cerebelares), que são a parte cerebral responsável pelo controle das emoções, pode funcionar com maior intensidade nessas pessoas.
A fobia social por ser um transtorno crônico, pode ser tratável, porém, não desaparece sozinha na maioria dos casos. Nesses casos o os profissionais da Psicologia tendem a bordar o caso pela técnica da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que é a forma de psicoterapia mais indicada, que foca nas mudanças de padrões de pensamento e comportamento, podendo os resultados positivos significativos aparecer entre 3 a 6 meses de tratamento. Em casos mais graves, geralmente o psicólogo encaminha para acompanhamento do psiquiatra, sendo mantida a psicoterapia concomitantemente com a abordagem psiquiátrica.
O não tratamento da fobia social pode agravar o problema, trazendo sérias consequências para a pessoa, fazendo com que esta busque mais ainda se isolar do mundo, acarretando principalmente prejuízos na vida acadêmica e profissional e, com o tempo, se instalar uma depressão secundária.
Buscar ajuda de profissional da Psicologia o quanto antes possível ao se detectar os sintomas acima relatados, pode ajudar de forma mais rápida o restabelecimento da pessoa afetada, melhorando sua qualidade de vida.

Hismayla Pinheiro é psicóloga clínica e especialista em avaliação psicológica com mais de 7 anos de experiência em consultório. Por aqui ela traz orientações valiosas nesse divã virtual de como manter sua saúde mental. Agende sua consulta: (95) 99144-1131.


